terça-feira, 30 de outubro de 2012

Morro depressa....





Sei que um  dia quando chegar a hora, 
a minha, 
vou morrer e ficar nesta terra 
que não gosto, 
não é minha, 
que nunca tive como certa, 
onde desconheço tudo e todos 
as ruas e vielas, 
os jardins, 
as paredes das casas 
e as janelas 
as pessoas que moram dentro delas
e que por mim passam na rua
me dizem adeus com um aceno 
ou palavras definidas sempre iguais, 
mas que não gosto, 
não me dizem mais do que são
palavras repetidas sem sentido
ocas e vazias de sentimento e vida 

Pessoas que desconheço por dentro 
me mostram um sorriso que lamento 
pois sei que é de ocasião 
não é sincero, 
nem puro, mas o mais oportuno.



E eu que sou honesta esmoreço
e queria fugir daqui 
abalar para outro sítio,
mas não sei para onde
por isso fico, 
fico sempre
sabendo que quando chegar a hora, 
a minha,
irei para onde todos vão
nesta terra que não gosto, 
onde ninguém me conhece,
mas me invejam 
onde ninguém me aceita,
 ou me quer bem,
onde não conheço ninguém,
onde morro devagar 
mas depressa  me afundo 
e nela desapareço 

fotos do Google

2 comentários:

Sheila disse...

Ai!!!Espero que não estejas a falar da Granja. A Granja já é a tua terra, então?

Rosa Maria -Carolinalina disse...


A minha terra é o mundo onde vivo, me movimento e todos os dias tento sobreviver!