Olhava para si e sabia que não era aquela noite que tinha desejado para a sua noite de núpcias. Resolveu que ninguém o iria saber e devagar depois de ter lavado algumas partes do seu corpo, pois não conseguiu ligar o esquentador e a água estava gelada, encostou-se na cama e lá adormeceu encostada ao marido que dormia profundamente.
Curiosamente nessa noite não sonhou, mas de madrugada sentiu o seu corpo a ser percorrido por umas mãos que lhe eram familiares ao toque, e meio a dormir meio acordado foi correspondendo a cada gesto do seu amado, até que se envolveram num acto de amor lindo e terno como todas as noivas esperam ter numa situação destas.
Assim com alguma facilidade Nita esqueceu a carreira imensa de botões que teve de desabotoas na noite anterior para conseguir despir o seu vestido completamente só. Mas será que o esqueceria para sempre?
A vida de ambos estava só a começar e a partir dali tudo o que fizessem seria da responsabilidade dos dois. Será que estavam preparados para isso?
Passados nove meses, em Outubro nasceu a Beatriz uma menina linda, muito parecida com a mãe, mas durante estes nove meses, muitas cenas indesejáveis tinham acontecido na casa de Nita. Por vezes, alguns pratos e tachos voaram pelo ar indo parar ao chão, amolados, ou feitos em cacos. Carlos continuou muitas vezes a deitar-se sem se despir, pelo facto de chegar a casa embriagado, e Nita apesar de muitas vezes se repetir a cena do dia a seguir ao casamento, deixou de encontrar graça e interesse no estado do marido e no seu comportamento nessas circunstâncias.
Estava cansada das suas atitudes e quando o via chegar a casa trôpego, a trocar as pernas e a não conseguir dizer duas palavras seguidas, discutia e dizia-lhe constantemente que ele tinha de se tratar.
Nesta situação discutiam muito, demais até, e um dia aconteceu, Carlos empurrou e bateu até lhe apetecer na sua mulher. Nita barafustava e tentava proteger o seu bebé, que nesta altura ainda não tinha nascido, mas ficou magoada e sentida de uma forma sem explicação.
Desta vez não diria nada a ninguém mas para a próxima se ele o voltasse a fazer, diria para toda a gente o que ele lhe fazia sempre.
Beatriz entretanto nasceu, uma menina linda e robusta que depressa ficou aos cuidados da avó Fernanda para a mãe conseguir ir trabalhar. Agora ao contrário dos tempos de solteira, Carlos discutia com Nita pela forma audaz e meio exibida como esta se vestia:
- Nem sei porque não te despes mais? Aperta esse decote. Raios, nem sei como consegues andar com essa saia tão justa e esses sapatos tão altos?
- Conheceste-me assim, não foi? Então não sabias que era assim que gosto de me arranjar? Não sei porque refilas agora?
- Ficas indecente e parece que te vais vender a alguém.
- Indecente, eu? Tadinha de mim, sempre com os mesmos trapos. Vai mas é trabalhar que o frigórico não enche se lá não metermos coisas dentro, e deixa de ser bruto, olha a menina.
E muitas vezes a menina já crescidita ouvia tudo. Nesta altura pegava na sua boneca, sentava-se no rebato da porta do corredor escuro que dava para a rua e cantava, cantava cada vez mais alto, para evitar ouvir as vozes dos pais a discutir e muitas vezes o barulho dos cacos da loiça quando esta se espatifava no chão:
“Dorme, dorme meu menino,
que a mãezinha logo vem,
foi ganhar o dinheirinho,
pra dar papinha ao seu bem.”
Esta a cantiga que a avó Fernanda lhe cantava para ela adormecer quando a deitava para as sestas à tarde.
Depois da Nita não suportar mais, contou muitas coisa à mãe, que já sabia muitas coisas porque a menina lhe dizia muitas vezes:
- O pai é mau dá tau-tau na mãe e grita muito. É feio.
Fernanda achava que o melhor era a filha convencer o Carlos a tratar-se do vinho, pois esse andava a dar cabo dele e da família, e a vestir-se de outra maneira pois também reparava que ela se amostrava que parecia querer arranjar homem, mas se já tinha um, tinha que moderar esse seu jeito de sair à rua.
E Nita sabia disto pois continuava a ouvir os piropos do José da mercearia e de outros. E ela gostava disso, pois quando os ouvia o seu andar refinava e ela parecia que crescia em cima dos seus sapatos altos.
Fotos do Google
A História de uma menina triste, franzina e assustada, que só procurava a paz, amar e ser amada!
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
sábado, 3 de dezembro de 2011
Se não estou....
Se estou só, quero não estar, (2-7-1931)
Se estou só, quero não estar,
Se não estou, quero estar só,
Enfim, quero sempre estar
Da maneira que não estou.
Se não estou, quero estar só,
Enfim, quero sempre estar
Da maneira que não estou.
A gente faz o que quer
Daquilo que não é nada,
Mas falha se o não fizer,
Fica perdido na estrada.
FERNANDO PESSOA
fotos Google
Daquilo que não é nada,
Mas falha se o não fizer,
Fica perdido na estrada.
FERNANDO PESSOA
fotos Google
Minha filha MULHER!
Minha boneca doce, filha e menina linda.
O vestido bordado azul às florzinhas,
as golas de renda, os chapelinhos de palha
E a tua alegria constante ao meu lado.
A vida inteira procurei descobrir
De nós duas, qual era a mais criança
Se era eu contigo no meu colo, ou de mãos dadas
buscando a tua confiança
Ou tu no teu jeito engraçado e carinhoso de rir ,
segurando a minha mão onde eu buscava proteção e apoio.
Minha filha, minha amiga amada
Que de ternura, tua face tem tanta.
Que de ternura, tua face tem tanta.
Mistura tão linda de mulher
e de jovem livre e amada
Minha estrela na terra, minha lua, de AMOR, iluminada !
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
VÊ-LA PARTIR DÓI..
Esta será talvez a primeira e a última carta que te escreverei.
Sabes que te amo. Amar-te-ei sempre porque és um pedaço de mim, porque te desejei desde o primeiro segundo que as duas células que por amor se juntaram e multiplicaram até que tu fosses capaz de vir ao mundo, estavam dentro de mim. E tu e eu sabemos que uma dessas células era minha. E ainda dentro de mim amei-te cada dia mais e mais.
Cresceste tanto e tão depressa que quase parece um sonho. Mas ainda recordo bem a tua mão pequena presa à minha, procurando com doçura o caminho certo a seguir fosse o que fosse, quase nunca para pedir, porque te dei sempre o que gostavas e ainda o que tu nunca exigias, mas porque encontravas apoio e aconchego na minha mão maior que a tua que sempre me afagava.
Já mais crescida a tua mão fugiu à minha, já não precisava mais desse conforto e eu que senti a sua falta, mas aceitei o teu desejo. Tinhas crescido e decerto encontraste outra mão por companhia. Sei disso. Ainda bem.
Mas tenho saudades desse teu carinho pequenino. Dos teus olhos ternurentos e meigos, pequeninos e tão lindos procurando o meu apoio constante, o meu amor, o meu abraço e mimo.
Como tenho saudades de ti com os teus lacinhos, com as fitas de cabelo coloridas, das tranças cruzadas que te ficavam tão bem e que eu te fazia com tanto amor e ternura. Muito mais tarde que saudades de te ver sair à noite arranjada no teu estilo tão próprio e acordares já tarde de má cara, porque a noite longa não te deixara dormir o suficiente. Foste sempre rabugenta ao acordar.
Que saudades de tudo que tu eras, só porque eras mais minha, e porque por seres pequenina, te sentavas ao meu colo, me olhavas e ouvias atenta, me apreciavas, e simplesmente, me chamavas simplesmente mãe.
És a minha princesa, a minha rainha. Cresceste e hoje és já uma senhora.
Uma mulher calma, segura, competente, independente, muito sóbria, bonita e valente, uma mulher que me orgulha por seres a minha filha, um amor meu sempre presente.
Mas hoje já não me olhas como antes. Não tens tempo, nem paciência. Eu ocupo-te o tempo que precisas para viver a tua vida. De ti pouco sei, e há muito que as minhas mãos vazias nem sabem mais se as tuas estão quentes ou estão frias´. O que mais desejo é que os teus dedos finos e delicados dessas tuas mãos que já não são minhas, nunca venham na vida que te espera, a estar frias ou vazias.
Minha filha, minha dádiva de Deus, que cada dia me foge mais e mais para todo o sempre, desejo que sejas para sempre eternamente uma rainha.
Hoje já não me és quase nada, pois tens a tua vida, e precisas vivê-la bem diferente e longe da minha, mas sinto tanto a tua falta e tenho tanta nostalgia..., que precisava dizê-lo aqui , e calar-me depois para sempre.
Deixa-me ficar com as minhas saudades até que me habitue e aceite que te perdi, mas deixa que isso aconteça devagarinho, para que me habitue a viver sem sentir tanta esta dor e toda esta melancolia.
Não sou capaz de pensar que não me amas, que não me ligas, que me tratas com indiferença e alguma crueldade, exactamente o contrário do que queria que fizesses, mas digo-te hoje que é isso que muitas vezes sinto, que não me estimas como devias. Nunca mais to direi, pois sei que vais ser feliz, e não precisarás mais de mim, nem do meu carinho diário e atento.
Não te importes comigo pois hei-de sobreviver, mas não te esqueças que o que sinto dói, e que desejo que um dia não venhas nunca a experimentar esta dor que me fazes muitas vezes sentir. Previne-te.
Quem sabe se te amei sempre demais e não soube aprender a ouvir o teu amor. Mas penso que não, pois não o pressinto assim. Parece-me que o teu amor me fugiu, partiu contigo, e tu estás certa que eu aqui fiquei segura e bem.
Mas não fiquei, pensas errado, se é que pensas algo de mim. Eu precisava que me chamasses mais vezes “mãe”, que continuasses a pegar-me de quando em vez na minha mão, me levasses a passear quem sabe para falarmos, sem discutir, somente de futilidades e quem sabe me perguntasses: “ MÃE ESTÁS BEM?”
Que saudades tenho sempre de ti minha filha querida, ontem, hoje e amanhã, para toda a vida, e como te quero bem.
Sinto tanto a tua falta, que o coração me dói que parece rebentar… Mas é a vida e desejo que sejas eternamente feliz, muito mais que alguma vez eu consegui ser.
Serão estas coisas, coisas de mãe, simplesmente, não sei?.
Mas nesta carta fecho o que sinto e espero continuar a viver com o que me resta…, que é pouco, porque me sentirei eternamente mal-amada, mas isso que te importa ou a alguém!
Adoro-te sempre, para além de mim, mesmo depois de um dia partir para algures, de onde nunca mais voltarei a vir até aqui.
A tua mãe que te adora.
Fotos do Google
Sabes que te amo. Amar-te-ei sempre porque és um pedaço de mim, porque te desejei desde o primeiro segundo que as duas células que por amor se juntaram e multiplicaram até que tu fosses capaz de vir ao mundo, estavam dentro de mim. E tu e eu sabemos que uma dessas células era minha. E ainda dentro de mim amei-te cada dia mais e mais.
Cresceste tanto e tão depressa que quase parece um sonho. Mas ainda recordo bem a tua mão pequena presa à minha, procurando com doçura o caminho certo a seguir fosse o que fosse, quase nunca para pedir, porque te dei sempre o que gostavas e ainda o que tu nunca exigias, mas porque encontravas apoio e aconchego na minha mão maior que a tua que sempre me afagava.
Já mais crescida a tua mão fugiu à minha, já não precisava mais desse conforto e eu que senti a sua falta, mas aceitei o teu desejo. Tinhas crescido e decerto encontraste outra mão por companhia. Sei disso. Ainda bem.
Mas tenho saudades desse teu carinho pequenino. Dos teus olhos ternurentos e meigos, pequeninos e tão lindos procurando o meu apoio constante, o meu amor, o meu abraço e mimo.
Como tenho saudades de ti com os teus lacinhos, com as fitas de cabelo coloridas, das tranças cruzadas que te ficavam tão bem e que eu te fazia com tanto amor e ternura. Muito mais tarde que saudades de te ver sair à noite arranjada no teu estilo tão próprio e acordares já tarde de má cara, porque a noite longa não te deixara dormir o suficiente. Foste sempre rabugenta ao acordar.
Que saudades de tudo que tu eras, só porque eras mais minha, e porque por seres pequenina, te sentavas ao meu colo, me olhavas e ouvias atenta, me apreciavas, e simplesmente, me chamavas simplesmente mãe.
És a minha princesa, a minha rainha. Cresceste e hoje és já uma senhora.
Uma mulher calma, segura, competente, independente, muito sóbria, bonita e valente, uma mulher que me orgulha por seres a minha filha, um amor meu sempre presente.
Mas hoje já não me olhas como antes. Não tens tempo, nem paciência. Eu ocupo-te o tempo que precisas para viver a tua vida. De ti pouco sei, e há muito que as minhas mãos vazias nem sabem mais se as tuas estão quentes ou estão frias´. O que mais desejo é que os teus dedos finos e delicados dessas tuas mãos que já não são minhas, nunca venham na vida que te espera, a estar frias ou vazias.
Minha filha, minha dádiva de Deus, que cada dia me foge mais e mais para todo o sempre, desejo que sejas para sempre eternamente uma rainha.
Hoje já não me és quase nada, pois tens a tua vida, e precisas vivê-la bem diferente e longe da minha, mas sinto tanto a tua falta e tenho tanta nostalgia..., que precisava dizê-lo aqui , e calar-me depois para sempre.
Deixa-me ficar com as minhas saudades até que me habitue e aceite que te perdi, mas deixa que isso aconteça devagarinho, para que me habitue a viver sem sentir tanta esta dor e toda esta melancolia.
Não sou capaz de pensar que não me amas, que não me ligas, que me tratas com indiferença e alguma crueldade, exactamente o contrário do que queria que fizesses, mas digo-te hoje que é isso que muitas vezes sinto, que não me estimas como devias. Nunca mais to direi, pois sei que vais ser feliz, e não precisarás mais de mim, nem do meu carinho diário e atento.
Não te importes comigo pois hei-de sobreviver, mas não te esqueças que o que sinto dói, e que desejo que um dia não venhas nunca a experimentar esta dor que me fazes muitas vezes sentir. Previne-te.
Quem sabe se te amei sempre demais e não soube aprender a ouvir o teu amor. Mas penso que não, pois não o pressinto assim. Parece-me que o teu amor me fugiu, partiu contigo, e tu estás certa que eu aqui fiquei segura e bem.
Mas não fiquei, pensas errado, se é que pensas algo de mim. Eu precisava que me chamasses mais vezes “mãe”, que continuasses a pegar-me de quando em vez na minha mão, me levasses a passear quem sabe para falarmos, sem discutir, somente de futilidades e quem sabe me perguntasses: “ MÃE ESTÁS BEM?”
Que saudades tenho sempre de ti minha filha querida, ontem, hoje e amanhã, para toda a vida, e como te quero bem.
Sinto tanto a tua falta, que o coração me dói que parece rebentar… Mas é a vida e desejo que sejas eternamente feliz, muito mais que alguma vez eu consegui ser.
Serão estas coisas, coisas de mãe, simplesmente, não sei?.
Mas nesta carta fecho o que sinto e espero continuar a viver com o que me resta…, que é pouco, porque me sentirei eternamente mal-amada, mas isso que te importa ou a alguém!
Adoro-te sempre, para além de mim, mesmo depois de um dia partir para algures, de onde nunca mais voltarei a vir até aqui.
A tua mãe que te adora.
Fotos do Google
Minha noiva Linda
A minha filha vai casar.
O seu vestido de noiva está comprado e é o mais bonito de os vestidos que todos os que alguma vez vi.
Fica-lhe bem. Melhor que nenhum outro.
Sobre ele, caindo-lhe da cabeça, uma mantilha que acompanha a cauda do vestido em toda a sua extenção, dá-lhe um ar de princesa real.
Na cabeça uma teara simples completa o arranjo junto com a mantilha, tornado o seu rosto mais belo ainda,porque a minha filha é linda.
O seu ramo, o ramo que ela escolheu, é todo de flores maravilhosamente belas, brancas ou de um tom pérola, onde o verde aparece salpicando o ramo no sítio certo dando-lhe o contorno devido e realçano-lhe muito as flores que o compõem, transformam-no naquele que será decerto no dia do seu casamento, o mais bonito ramo de noiva que ela , a minha filha, podia ter escolhido.
O seu ramo em foram de boquet é perfeito.
Hoje escolhemos a decoração para as mesas e para o local da cerimónia, e não tenho dúvida que pela escolha feita, tudo ficará excepcional.
As mesas cobertas de toalhas pretas serão adornadas no centro, por arranjos de flores brancas, iguais às do ramo, salpicados aquém e além por algumas folhas verdes. Esyes simples mas graciosos, colocados sobre espelhos ladeados de velas acesas que darão ao arranjo mais brilho e distinção, transformarão cada mesas num local onde cada convifdado sentirá prazer em permanecer.
A sala vai ficar linda, perfeita, disso tenho a certeza.
Ainda faltam 10 dias, e muita coisa para fazer, mas tudo estará correcto naquele dia.
Confetis, saquinhos com flores, arranjo dos presente paras convidados..., cabelos, maquilhagem, tanta coisa que falta...pormenores que passam pelo arranjo da casa, minha e dela, mas tudo se fará a seu tempo, e o que importa é que os noivos estão felizes.
O bolo, será uma surpresa para todos, por vontade dos noivos.
Os marcadores dos convidados e o placard para os colocar também serão surpresa para todos incluindo eu, mas decerto que tudo estará muito bonito no dia da cerimónia, incluindo o local da mesma que numa próxima ocasião descreverei.
A música, que é o tema do casamento preencherá o dia de alegria e momentos inesqueciveis para os convidados.
Estou ansiosa pela chegada daquele dia ....mas já sinto alguma pena e até nostalgia, pois sei que ele chegará depressa, ao fim...Que parva sou!
É A VIDA, que desta vez me está a dar um belo presente, o casamento da minha princesa, a minha filha, que é e será sempre, a Lua da minha vida, porque me tranquiliza e acalma, me compreende e apoia, e vai com certeza ser muito feliz porque merece.
Agora não quero pensar mais nisto, porque ao mesmo tempo que me alegra também me entristece.
Mas que mãe sou EU?
Serão todas como eu, tristes por perderem o luar que as visitava todos os dias?
Adoro-te minha filha, e desejo que sejas muito feliz , muito mais que eu, muito mais... , e olha que eu também vivi momentos de muita felicidade..um deles quando nasceste...
QUE LINDO QUE FOI ter-te tanto tempo no meu regaço.
MAS se precisares o meu REGAÇO estará sempre aqui para te acolher, como antes quando eras pequenina e te refugiavas nele.
OBRIGADA FILHA, por me dares estes momentos de felicidade.
Fotos do Google
O seu vestido de noiva está comprado e é o mais bonito de os vestidos que todos os que alguma vez vi.
Fica-lhe bem. Melhor que nenhum outro.
Sobre ele, caindo-lhe da cabeça, uma mantilha que acompanha a cauda do vestido em toda a sua extenção, dá-lhe um ar de princesa real.
Na cabeça uma teara simples completa o arranjo junto com a mantilha, tornado o seu rosto mais belo ainda,porque a minha filha é linda.
O seu ramo, o ramo que ela escolheu, é todo de flores maravilhosamente belas, brancas ou de um tom pérola, onde o verde aparece salpicando o ramo no sítio certo dando-lhe o contorno devido e realçano-lhe muito as flores que o compõem, transformam-no naquele que será decerto no dia do seu casamento, o mais bonito ramo de noiva que ela , a minha filha, podia ter escolhido.
O seu ramo em foram de boquet é perfeito.
Hoje escolhemos a decoração para as mesas e para o local da cerimónia, e não tenho dúvida que pela escolha feita, tudo ficará excepcional.
As mesas cobertas de toalhas pretas serão adornadas no centro, por arranjos de flores brancas, iguais às do ramo, salpicados aquém e além por algumas folhas verdes. Esyes simples mas graciosos, colocados sobre espelhos ladeados de velas acesas que darão ao arranjo mais brilho e distinção, transformarão cada mesas num local onde cada convifdado sentirá prazer em permanecer.
A sala vai ficar linda, perfeita, disso tenho a certeza.
Ainda faltam 10 dias, e muita coisa para fazer, mas tudo estará correcto naquele dia.
Confetis, saquinhos com flores, arranjo dos presente paras convidados..., cabelos, maquilhagem, tanta coisa que falta...pormenores que passam pelo arranjo da casa, minha e dela, mas tudo se fará a seu tempo, e o que importa é que os noivos estão felizes.
O bolo, será uma surpresa para todos, por vontade dos noivos.Os marcadores dos convidados e o placard para os colocar também serão surpresa para todos incluindo eu, mas decerto que tudo estará muito bonito no dia da cerimónia, incluindo o local da mesma que numa próxima ocasião descreverei.
A música, que é o tema do casamento preencherá o dia de alegria e momentos inesqueciveis para os convidados.
Estou ansiosa pela chegada daquele dia ....mas já sinto alguma pena e até nostalgia, pois sei que ele chegará depressa, ao fim...Que parva sou!
É A VIDA, que desta vez me está a dar um belo presente, o casamento da minha princesa, a minha filha, que é e será sempre, a Lua da minha vida, porque me tranquiliza e acalma, me compreende e apoia, e vai com certeza ser muito feliz porque merece.
Agora não quero pensar mais nisto, porque ao mesmo tempo que me alegra também me entristece.
Mas que mãe sou EU?
Serão todas como eu, tristes por perderem o luar que as visitava todos os dias?
Adoro-te minha filha, e desejo que sejas muito feliz , muito mais que eu, muito mais... , e olha que eu também vivi momentos de muita felicidade..um deles quando nasceste...
QUE LINDO QUE FOI ter-te tanto tempo no meu regaço.
MAS se precisares o meu REGAÇO estará sempre aqui para te acolher, como antes quando eras pequenina e te refugiavas nele.
OBRIGADA FILHA, por me dares estes momentos de felicidade.
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sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Os sonho de Nita
- Não deves ralar-te com o que as pessoas possam dizer do teu vestido, ou da casa para onde irás viver. A Celeste trabalha muito bem e se te fizer o vestido de noiva, fá-lo-á muito bem, tenho a certeza, e a tua casa mesmo simples quando a tiveres, será tua e o que precisas é que dentro dela não te falte paz e amor, porque penso que nem tu nem o Carlos são preguiçosos, portanto o pão de cada dia não vos faltará. O que precisas saber é se gostas do Carlos para viveres o resto tua vida e perderes um pedaço dessa tua presunção.
- Estás-me a chamar vaidosa, vaidade não custa dinheiro, cada um toma a que quer, ou não?
- Ai custa, custa, a tua custa que bem vejo, mas isso não vem agora ao caso. Tens é que conversar com o Carlos, entenderem-se um com o outro e teres a certeza se ele é o homem que te convém. Olha que beijos e abraços não sustentam barriga.
- Gosto dele sim mãe, mas ele às vezes bebe realmente um copo a mais. E se isso piorar e eu não o conseguir controlar? Sabes que não sei se sonhei se alguém me disse, que bebe desde pequeno porque o pai em vez da merenda lhe dava vinho, quando o levava para trabalhar.
- Raios, ó rapariga cala-te com esse sonho, e com esses ditos e mexericos, que já me estás a moer os ouvidos com tanta coisa. Pões-me aflita. Olha lá, pergunta-lhe se isso é verdade, e fica tudo esclarecido.
- Vou tentar falar com ele sobre este assunto, mas com cuidado para ele não desconfiar que penso que bebe demais. O Carlos é lindo e eu gosto dele. Sei lá se se vai chatear comigo, por lhe falar desta questão? Uma coisa que eu sei, é que ele é ciumento e desconfiado.
- O que também não é muito bom. Mas hoje não tens mais que fazer, não vais trabalhar? Vá, bebe o café, cala-te e vai-te vestir, senão perdes a camioneta.
Nita trabalhava em casa de uma senhora em Viseu, cujo marido era um médico de renome naquela cidade, e ia e vinha, todos os dias de camioneta para a cidade. Esperava que o marido da senhora, o senhor doutor, um dia lhe arranjasse um emprego nos serviços do posto médico onde trabalhava, como auxiliar fosse do que fosse, por isso nunca abandonaria os serviços daquela casa, além de que gostava muito da senhora.
Nas horas que tinha depois de sair da senhora e depois de chegar à aldeia, ganhava umas horas nesta e naquela casa, nalguma limpeza para que lhe falavam ou então a passar a ferro, o que fazia na perfeição. E desta forma ia ultimamente aos poucos arranjando o seu pé-de-meia.
A mãe de Nita, a Fernanda, levantava-se sempre cedo pois tinha que dar a ração e “lavagem” às galinhas que tinha na capoeira, à porca que tinha no curral e a duas cabritas que tinha presas noutro curral mesmo ao lado, que lhe davam algum dinheiro a ganhar. As galinhas serviam para a alimentação da família, a porca para fazer criação e as cabras também, ainda que de vez em quando, fosse uma festança lá em casa quando fazia a matança de um porco nascido da porca e que ela não vendia e criava para tal, ou de um cabrito que matava para alguma ocasião especial, como era a Páscoa ou o Natal.
Naquela manhã apesar de não ter referido isso à filha, ficou incomodada com a sua enorme preocupação pelo sonho intenso que tinha tido. Como qualquer mãe, não queria nada que a filha se casasse e viesse a ser infeliz. Aquela aflição da filha também a apoquentou.
E se o rapaz fosse mesmo mais pegado ao vinho, que a tudo o resto? Seria isso tudo verdade? Do que conhecia dele tudo lhe parecia possível, mas o que havia de fazer? Era o namorado da filha, estavam fartos de andar juntos e se se largasse a Nita iria ficar falada na aldeia.
Se se pudesse saber o futuro, mas sabia que a filha não podia nunca casar com um doutor, pois era simples e sem estudos, mas se isso acontecesse nada garantia que o seu futuro lhe fosse mais risonho.
A sorte não está na fortuna nem nos títulos, ainda que estes ajudem, mas no trabalho e na honestidade de cada um, e depois tem que se ter saúde, que o resto bem por arrasto. E era assim que a Fernanda, a mãe da Nita, pensava. O rapaz era bonitão e aparentava ser trabalhador e a Nita era muito jeitosa, e também não era preguiçosa, por isso parecia-lhe que estavam bem um para o outro.
Quem seria capaz de prever o futuro?
Raios, aquilo tinha sido um sonho, mais nada. Todos os homens que conhecia na aldeiam bebiam e tinham as suas vidas.
A filha havia de ser feliz com aquele rapaz.
Fotos do Google
- Estás-me a chamar vaidosa, vaidade não custa dinheiro, cada um toma a que quer, ou não?
- Ai custa, custa, a tua custa que bem vejo, mas isso não vem agora ao caso. Tens é que conversar com o Carlos, entenderem-se um com o outro e teres a certeza se ele é o homem que te convém. Olha que beijos e abraços não sustentam barriga.
- Gosto dele sim mãe, mas ele às vezes bebe realmente um copo a mais. E se isso piorar e eu não o conseguir controlar? Sabes que não sei se sonhei se alguém me disse, que bebe desde pequeno porque o pai em vez da merenda lhe dava vinho, quando o levava para trabalhar.
- Raios, ó rapariga cala-te com esse sonho, e com esses ditos e mexericos, que já me estás a moer os ouvidos com tanta coisa. Pões-me aflita. Olha lá, pergunta-lhe se isso é verdade, e fica tudo esclarecido.
- Vou tentar falar com ele sobre este assunto, mas com cuidado para ele não desconfiar que penso que bebe demais. O Carlos é lindo e eu gosto dele. Sei lá se se vai chatear comigo, por lhe falar desta questão? Uma coisa que eu sei, é que ele é ciumento e desconfiado.
- O que também não é muito bom. Mas hoje não tens mais que fazer, não vais trabalhar? Vá, bebe o café, cala-te e vai-te vestir, senão perdes a camioneta.
Nita trabalhava em casa de uma senhora em Viseu, cujo marido era um médico de renome naquela cidade, e ia e vinha, todos os dias de camioneta para a cidade. Esperava que o marido da senhora, o senhor doutor, um dia lhe arranjasse um emprego nos serviços do posto médico onde trabalhava, como auxiliar fosse do que fosse, por isso nunca abandonaria os serviços daquela casa, além de que gostava muito da senhora.
Nas horas que tinha depois de sair da senhora e depois de chegar à aldeia, ganhava umas horas nesta e naquela casa, nalguma limpeza para que lhe falavam ou então a passar a ferro, o que fazia na perfeição. E desta forma ia ultimamente aos poucos arranjando o seu pé-de-meia.
A mãe de Nita, a Fernanda, levantava-se sempre cedo pois tinha que dar a ração e “lavagem” às galinhas que tinha na capoeira, à porca que tinha no curral e a duas cabritas que tinha presas noutro curral mesmo ao lado, que lhe davam algum dinheiro a ganhar. As galinhas serviam para a alimentação da família, a porca para fazer criação e as cabras também, ainda que de vez em quando, fosse uma festança lá em casa quando fazia a matança de um porco nascido da porca e que ela não vendia e criava para tal, ou de um cabrito que matava para alguma ocasião especial, como era a Páscoa ou o Natal.
Naquela manhã apesar de não ter referido isso à filha, ficou incomodada com a sua enorme preocupação pelo sonho intenso que tinha tido. Como qualquer mãe, não queria nada que a filha se casasse e viesse a ser infeliz. Aquela aflição da filha também a apoquentou.
E se o rapaz fosse mesmo mais pegado ao vinho, que a tudo o resto? Seria isso tudo verdade? Do que conhecia dele tudo lhe parecia possível, mas o que havia de fazer? Era o namorado da filha, estavam fartos de andar juntos e se se largasse a Nita iria ficar falada na aldeia.
Se se pudesse saber o futuro, mas sabia que a filha não podia nunca casar com um doutor, pois era simples e sem estudos, mas se isso acontecesse nada garantia que o seu futuro lhe fosse mais risonho.
A sorte não está na fortuna nem nos títulos, ainda que estes ajudem, mas no trabalho e na honestidade de cada um, e depois tem que se ter saúde, que o resto bem por arrasto. E era assim que a Fernanda, a mãe da Nita, pensava. O rapaz era bonitão e aparentava ser trabalhador e a Nita era muito jeitosa, e também não era preguiçosa, por isso parecia-lhe que estavam bem um para o outro.
Quem seria capaz de prever o futuro?
Raios, aquilo tinha sido um sonho, mais nada. Todos os homens que conhecia na aldeiam bebiam e tinham as suas vidas.
A filha havia de ser feliz com aquele rapaz.
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domingo, 13 de novembro de 2011
O casamento da Nita
Ele era meigo e sedutor, e com meia dúzia de beijos e promessas de amor perpétuo, Nita esquecia sempre as pauladas, os encontrões, as negras que ele lhe fazia, e não lhe conseguia resistir, porque nestas ocasiões as suas mãos ficavam mais macias que a seda e conseguiam fazê-la sonhar e imaginar que estava no céu.
Ela pensava sempre que homem que é homem bebe, e portanto se o seu bebia não era nada de tão grave assim, e depois havia ocasiões em que ele até a fazia rir.
E um dia, como já era de prever, uma dessas reconciliações acabou numa cena louca de amor que a deixou grávida. Foi um deus nos acuda para contar à mãe e depois ao pai, aquela situação. Tanto ela como o namorado pensaram e discutiram muito sobre a gravidez, pois o Marques pensava que o melhor era ela fazer um aborto. Mas isso era muito caro, e nenhum deles tinha dinheiro para pagar tal coisa, e além disso proibido e Nita sabia que podia até ir presa se o fizesse e fosse descoberta, pois já o ouvira dizer a alguém.
Nita não conhecia amiga nenhuma que alguma vez o tivesse feito, e não podia chegar ao médico e dizer que não queria aquele filho, só porque era solteira e o namorado também não o queria. Além disso, a ideia de fazer um aborto incomodava-a e dava-lhe medo, por ser algo que bem no fundo desejava não fazer, pois amava o namorado e o que mais queria era casar com ele. E assim um dia o Marques confessou-lhe que queria esse filho e queria casar com ela. Gostava dela e apesar de pobres haviam de sobreviver e de ter ainda mais filhos. Esse dia foi um dos mais felizes dias na vida da rapariga que nunca ouvira o seu namorado falar-lhe daquele jeito.
O que mais assustava Nita era lembrar-se da vergonha e aflição que passaria para dizer ao pai que estava grávida, mas tinha que o fazer. Ela tinha o seu orgulho, sempre com a mania de saber fazer tudo perfeito, meio mandona e autoritária, e como naquela situação falhara, sentia-se comprometida. Mas tinha que o fazer, mesmo que o pai lhe dissesse o que ela não queria ouvir e lhe desse alguma paulada, a não ser que conseguisse convencer a mãe a fazê-lo por ela. Assim, pensando melhor resolveu contar primeiro à mãe que ficou alarmadíssima e ralhou com ela como se o mundo fosse acabar, dizendo-lhe depois de acalmar um pouco:
- Já sabia que de ti não podia esperar outra coisa. Tanto namoro e apertão, tanta saída sei lá eu para onde, não podia dar coisa melhor. Não és a primeira a casar de barriga, e não serás a última, mas o rapaz será que te irá fazer feliz, não vês as cenas que faz quando bebe? Que falta de tino, tu, que tinhas a mania de ser tão esperta olha como te deixaste levar.
- Mas não vês como gosto dele, mãe? É dele que gosto, de mais ninguém. E depois que me importa estar grávida, já estávamos a pensar em casar, sabias, não sabias? Pronto, assim já vai o trabalho feito.
- Tu e as tuas respostas descaradas e sempre na ponta da língua. Anda, vai lá dizer isso ao teu pai e ouve o que ele te diz.
- Ao meu pai dizes-lhe tu. Olha, sabes que mais, podíamos nem lhe contar, tratávamos do casamento, antes da minha barriga crescer e pronto, estava o caso resolvido. Sabes, já tenho andado a comprar umas coisas para o meu enxoval e também não é preciso muito.
- Tu, e as tuas ideias malucas, mas parece que pelo menos, estás a fazer algo acertado, pensando no enxoval, pois bem que te vejo a trazer algumas coisas para casa. O que te posso dar não é muito, pois o dinheiro é escasso e para fazer o casamento à pressa. Acho mesmo que o melhor será casares, que se não for com este será com outro, e se ele te tratar mal não será por não saberes e não teres sido avisada. Pelo menos já sabes o que levas. Vê se o consegues endireitar.
- Sendo assim, não te esqueças de falar ao pai que eu e o Carlos estamos a pensar casar, ouviste? Depois ele passa por aqui e começamos a preparar tudo. E tu, mãe, vais comprar-me também umas coisitas que preciso que o meu dinheiro é curto.
- Tu e as tuas ideias. Julgas que não me preocupa essa tua pressa...
Fotos do Google
Ela pensava sempre que homem que é homem bebe, e portanto se o seu bebia não era nada de tão grave assim, e depois havia ocasiões em que ele até a fazia rir.
E um dia, como já era de prever, uma dessas reconciliações acabou numa cena louca de amor que a deixou grávida. Foi um deus nos acuda para contar à mãe e depois ao pai, aquela situação. Tanto ela como o namorado pensaram e discutiram muito sobre a gravidez, pois o Marques pensava que o melhor era ela fazer um aborto. Mas isso era muito caro, e nenhum deles tinha dinheiro para pagar tal coisa, e além disso proibido e Nita sabia que podia até ir presa se o fizesse e fosse descoberta, pois já o ouvira dizer a alguém.
Nita não conhecia amiga nenhuma que alguma vez o tivesse feito, e não podia chegar ao médico e dizer que não queria aquele filho, só porque era solteira e o namorado também não o queria. Além disso, a ideia de fazer um aborto incomodava-a e dava-lhe medo, por ser algo que bem no fundo desejava não fazer, pois amava o namorado e o que mais queria era casar com ele. E assim um dia o Marques confessou-lhe que queria esse filho e queria casar com ela. Gostava dela e apesar de pobres haviam de sobreviver e de ter ainda mais filhos. Esse dia foi um dos mais felizes dias na vida da rapariga que nunca ouvira o seu namorado falar-lhe daquele jeito.
O que mais assustava Nita era lembrar-se da vergonha e aflição que passaria para dizer ao pai que estava grávida, mas tinha que o fazer. Ela tinha o seu orgulho, sempre com a mania de saber fazer tudo perfeito, meio mandona e autoritária, e como naquela situação falhara, sentia-se comprometida. Mas tinha que o fazer, mesmo que o pai lhe dissesse o que ela não queria ouvir e lhe desse alguma paulada, a não ser que conseguisse convencer a mãe a fazê-lo por ela. Assim, pensando melhor resolveu contar primeiro à mãe que ficou alarmadíssima e ralhou com ela como se o mundo fosse acabar, dizendo-lhe depois de acalmar um pouco:
- Já sabia que de ti não podia esperar outra coisa. Tanto namoro e apertão, tanta saída sei lá eu para onde, não podia dar coisa melhor. Não és a primeira a casar de barriga, e não serás a última, mas o rapaz será que te irá fazer feliz, não vês as cenas que faz quando bebe? Que falta de tino, tu, que tinhas a mania de ser tão esperta olha como te deixaste levar.
- Mas não vês como gosto dele, mãe? É dele que gosto, de mais ninguém. E depois que me importa estar grávida, já estávamos a pensar em casar, sabias, não sabias? Pronto, assim já vai o trabalho feito.
- Tu e as tuas respostas descaradas e sempre na ponta da língua. Anda, vai lá dizer isso ao teu pai e ouve o que ele te diz.
- Ao meu pai dizes-lhe tu. Olha, sabes que mais, podíamos nem lhe contar, tratávamos do casamento, antes da minha barriga crescer e pronto, estava o caso resolvido. Sabes, já tenho andado a comprar umas coisas para o meu enxoval e também não é preciso muito.
- Tu, e as tuas ideias malucas, mas parece que pelo menos, estás a fazer algo acertado, pensando no enxoval, pois bem que te vejo a trazer algumas coisas para casa. O que te posso dar não é muito, pois o dinheiro é escasso e para fazer o casamento à pressa. Acho mesmo que o melhor será casares, que se não for com este será com outro, e se ele te tratar mal não será por não saberes e não teres sido avisada. Pelo menos já sabes o que levas. Vê se o consegues endireitar.
- Sendo assim, não te esqueças de falar ao pai que eu e o Carlos estamos a pensar casar, ouviste? Depois ele passa por aqui e começamos a preparar tudo. E tu, mãe, vais comprar-me também umas coisitas que preciso que o meu dinheiro é curto.
- Tu e as tuas ideias. Julgas que não me preocupa essa tua pressa...
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sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Menino de Ninguém 1
O casamento
Ambas as famílias consideravam que o melhor era casá-los. Naquela altura parecia ser o mais acertado a fazer, para a tranquilidade e felicidade de todos.
A rapariga, bonita e até algo prendada em casa, muito cedo desistira de estudar. Ficara unicamente com a quarta classe, garantido aos pais que não precisava, nem queria saber mais do que suspeitava ser o suficiente para ela. Estudar era uma estopada, e para que havia ela de saber outras coisas, se queria era começar a trabalhar o mais rápido possível para comprar roupas novas, botas, sapatos e carteiras, como via as artistas usarem nas revistas que lia. Aprender mais do que já sabia, o que era manifestamente pouco, e que aos seus olhos era já demasiado, não era o seu objectivo, interessando-se mais pelos bailes, festas e namoricos.
Bastava-lhe para ser feliz o aconchego que tinha em casa, onde era tratada pelos pais como queria, pois conseguia dar-lhes sempre as voltas conseguindo sempre atingir tudo o que desejava pois tinha a mãe sempre do seu lado, vá se lá saber porquê. Não valia de nada as tias dizerem muitas vezes à Fernanda, mãe da Nita, como lhe chamavam todos:
- Ainda vais acabar, por estragar a tua filha. Não há nada que ela não queira que não consiga obter. Nem a deixas perceber como a vida custa é difícil. Prece que vive nas nuvens. Um dia vais arrepender-te e será tarde. Deus queira que a gente se engane…
Mas a mãe da Nita, a Ana para muitos, nunca deixou de ser a sua filha única, uma menina loira de olhos azuis, bem-feita, de contornos arredondados mas perfeitos e com uma maneira de ser muito própria, que Fernanda adorava acima de tudo, e talvez por isso lhe fazia todas as vontades e a protegia de todas as suas acções menos corretas encobrindo-as do pai.
Assim, logo que começou a trabalhar, para senhoras que a contratavam à volta da sua aldeia, indo inclusive de camioneta até Viseu, a cidade mais próxima, onde arranjou trabalho nalgumas casas, aplicava-se com aprumo ao trabalho fazendo tudo com correcção, pois a mãe nesta área, tinha sido para ela uma óptima mestra.
Nita, começou assim muito cedo a ganhar algum dinheiro mas tudo o que ganhava, gastava para se arrumar e enfeitar como entendia, e por mais que a mãe a aconselhasse a guardar algum dinheiro para o seu futuro, pois não era pobre, ela tinha sempre algo mais para comprar. Muito cedo se habituou a não dar muita importância ao dinheiro, a não valorizar a sua importância apesar de ser resultado do seu trabalho. Depois as saídas com as amigas que pensavam como ela, os bailes e festas ou simples saídas até um bar ou café, os namoros com um e com outro faziam-na feliz, e pensava que não precisava de nada mais para ser feliz, até que conheceu aquele rapaz.
Bonito a valer, o Carlos, até era trabalhador afincado, pintor desde miúdo pois aprendera com o pai, mas mais que isso aos olhos de Guida era simpático, de cabelos escuros, encaracolados, alto e vistoso, com os seus olhos negros e pestanas longas que pareciam querer chegar à lua, os lábios carnudos e bem delineados que lhe davam um ar de artista, de galã de televisão, mais parecendo um desses moçoilos capazes de ser modelo de qualquer marca afamada, o que encantava a rapariga.
Mas Carlos, o Marques como os amigos lhe chamavam, tal como ela, a Nita, e todo o ser humano, tinha alguns defeitos e o mais grave de todos era gostar de beber. Ele não tinha conseguido fazer mais que a terceira classe do ensino básico, muito pouco, tendo em conta que vivia nessa altura no início da década 70 onde o analfabetismo em Portugal tinha diminuído bastante e o 6º ano era obrigatório. Mas o Marques tinha que ajudar o pai a pintar nas obras que tinha para acabar. Desde muito pequeno era um mestre. Com um pincel muito fino, contornava ombreiras de portas e janelas com mil cuidados, ou contornava da mesma forma e com igual cuidado e perfeição as paredes de cada divisão a pintar, em toda a volta, e essa era uma ajuda que o pai não dispensava.
O pior é que havia alturas que para matar a fome dos longos dias de trabalho, o miúdo a mandado do pai que fazia o mesmo, enganava o estomago com um copo de vinho, muitas vezes pouco depois seguido de outro e por isso se foi habituando. Para o pai isso não representava mal nenhum, pois se o miúdo tinha fome e ele tinha o vinho que a ele lhe parecia dar força, dava-o a beber também ao Marques que ia bebendo e trabalhando, chegando a casa à noite meio trôpego. Depois de comer algo, deitava-se e dormia sem vontade nenhuma ao acordar no dia seguinte, de sair e ir à escola, pois tinha sempre muito sono e nunca percebia nada de nada do que a professora dizia. E foi assim que o Carlos só fez a 3ª classe.
Mesmo assim a Guida não conseguiu fugir aos seus encantos e beleza, e pouco depois de se conhecerem, da Nita saber que ele era pobre, mas era pintor, o resto não lhe importou, e o namoro de ambos começou e passado algum tempo estava mais que certo daria em casamento.
Nita estava apaixonada, e apesar das cenas contínuas que Marques fazia quando num baile ou noutro bebia mais que a conta, ou até numa simples reunião familiar, quando ele se embriagava à mesa, pois acabava sempre por beber mais que comer, e fazia com que todo o ambiente se voltasse às avessas, transtornado tudo e todos, pis passou na adolescência a ser violento. Nita não queria mais largá-lo mais, apesar de tudo, dizendo sempre que um dia quando casassem ele mudaria, pois quando o Marques voltava a si era o jovem mais apaixonado e ardente que alguma vez Nita tinha conhecido.
Os pais de Carlos estavam convencidos que sim, que o casamento lhe faria bem, e que mais tarde responsável por uma família ganharia juízo e aquele seu hábito de beber abrandaria.
Fotos do Google
Ambas as famílias consideravam que o melhor era casá-los. Naquela altura parecia ser o mais acertado a fazer, para a tranquilidade e felicidade de todos.
A rapariga, bonita e até algo prendada em casa, muito cedo desistira de estudar. Ficara unicamente com a quarta classe, garantido aos pais que não precisava, nem queria saber mais do que suspeitava ser o suficiente para ela. Estudar era uma estopada, e para que havia ela de saber outras coisas, se queria era começar a trabalhar o mais rápido possível para comprar roupas novas, botas, sapatos e carteiras, como via as artistas usarem nas revistas que lia. Aprender mais do que já sabia, o que era manifestamente pouco, e que aos seus olhos era já demasiado, não era o seu objectivo, interessando-se mais pelos bailes, festas e namoricos.
Bastava-lhe para ser feliz o aconchego que tinha em casa, onde era tratada pelos pais como queria, pois conseguia dar-lhes sempre as voltas conseguindo sempre atingir tudo o que desejava pois tinha a mãe sempre do seu lado, vá se lá saber porquê. Não valia de nada as tias dizerem muitas vezes à Fernanda, mãe da Nita, como lhe chamavam todos:
- Ainda vais acabar, por estragar a tua filha. Não há nada que ela não queira que não consiga obter. Nem a deixas perceber como a vida custa é difícil. Prece que vive nas nuvens. Um dia vais arrepender-te e será tarde. Deus queira que a gente se engane…
Mas a mãe da Nita, a Ana para muitos, nunca deixou de ser a sua filha única, uma menina loira de olhos azuis, bem-feita, de contornos arredondados mas perfeitos e com uma maneira de ser muito própria, que Fernanda adorava acima de tudo, e talvez por isso lhe fazia todas as vontades e a protegia de todas as suas acções menos corretas encobrindo-as do pai.
Assim, logo que começou a trabalhar, para senhoras que a contratavam à volta da sua aldeia, indo inclusive de camioneta até Viseu, a cidade mais próxima, onde arranjou trabalho nalgumas casas, aplicava-se com aprumo ao trabalho fazendo tudo com correcção, pois a mãe nesta área, tinha sido para ela uma óptima mestra.
Nita, começou assim muito cedo a ganhar algum dinheiro mas tudo o que ganhava, gastava para se arrumar e enfeitar como entendia, e por mais que a mãe a aconselhasse a guardar algum dinheiro para o seu futuro, pois não era pobre, ela tinha sempre algo mais para comprar. Muito cedo se habituou a não dar muita importância ao dinheiro, a não valorizar a sua importância apesar de ser resultado do seu trabalho. Depois as saídas com as amigas que pensavam como ela, os bailes e festas ou simples saídas até um bar ou café, os namoros com um e com outro faziam-na feliz, e pensava que não precisava de nada mais para ser feliz, até que conheceu aquele rapaz.
Bonito a valer, o Carlos, até era trabalhador afincado, pintor desde miúdo pois aprendera com o pai, mas mais que isso aos olhos de Guida era simpático, de cabelos escuros, encaracolados, alto e vistoso, com os seus olhos negros e pestanas longas que pareciam querer chegar à lua, os lábios carnudos e bem delineados que lhe davam um ar de artista, de galã de televisão, mais parecendo um desses moçoilos capazes de ser modelo de qualquer marca afamada, o que encantava a rapariga.
Mas Carlos, o Marques como os amigos lhe chamavam, tal como ela, a Nita, e todo o ser humano, tinha alguns defeitos e o mais grave de todos era gostar de beber. Ele não tinha conseguido fazer mais que a terceira classe do ensino básico, muito pouco, tendo em conta que vivia nessa altura no início da década 70 onde o analfabetismo em Portugal tinha diminuído bastante e o 6º ano era obrigatório. Mas o Marques tinha que ajudar o pai a pintar nas obras que tinha para acabar. Desde muito pequeno era um mestre. Com um pincel muito fino, contornava ombreiras de portas e janelas com mil cuidados, ou contornava da mesma forma e com igual cuidado e perfeição as paredes de cada divisão a pintar, em toda a volta, e essa era uma ajuda que o pai não dispensava.
O pior é que havia alturas que para matar a fome dos longos dias de trabalho, o miúdo a mandado do pai que fazia o mesmo, enganava o estomago com um copo de vinho, muitas vezes pouco depois seguido de outro e por isso se foi habituando. Para o pai isso não representava mal nenhum, pois se o miúdo tinha fome e ele tinha o vinho que a ele lhe parecia dar força, dava-o a beber também ao Marques que ia bebendo e trabalhando, chegando a casa à noite meio trôpego. Depois de comer algo, deitava-se e dormia sem vontade nenhuma ao acordar no dia seguinte, de sair e ir à escola, pois tinha sempre muito sono e nunca percebia nada de nada do que a professora dizia. E foi assim que o Carlos só fez a 3ª classe.
Mesmo assim a Guida não conseguiu fugir aos seus encantos e beleza, e pouco depois de se conhecerem, da Nita saber que ele era pobre, mas era pintor, o resto não lhe importou, e o namoro de ambos começou e passado algum tempo estava mais que certo daria em casamento.
Nita estava apaixonada, e apesar das cenas contínuas que Marques fazia quando num baile ou noutro bebia mais que a conta, ou até numa simples reunião familiar, quando ele se embriagava à mesa, pois acabava sempre por beber mais que comer, e fazia com que todo o ambiente se voltasse às avessas, transtornado tudo e todos, pis passou na adolescência a ser violento. Nita não queria mais largá-lo mais, apesar de tudo, dizendo sempre que um dia quando casassem ele mudaria, pois quando o Marques voltava a si era o jovem mais apaixonado e ardente que alguma vez Nita tinha conhecido.
Os pais de Carlos estavam convencidos que sim, que o casamento lhe faria bem, e que mais tarde responsável por uma família ganharia juízo e aquele seu hábito de beber abrandaria.
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terça-feira, 1 de novembro de 2011
O inicio de uma vida
Quando Isabel e Pedro chegaram àquela aldeia, não conheciam ninguém, como ninguém os conhecia a eles. Levavam consigo uma mala com alguma roupa, pouca, e o coração cheio de esperança de conseguir concretizar muitos sonhos. A casa que os esperava, muito pequena, com uma minúscula janela que dava para a rua principal, tinha sido arranjada anteriormente pelos pais dela e enfeitada por ela, com o indispensável para os dois se sentirem no mínimo confortáveis.
Uma divisão muito simples, a que chamaram quarto, com o mobiliário que conseguiram adquirir, bem diferente daquele que Isabel idealizara, mas com o suficiente para conseguirem começar uma vida juntos, seria o seu refúgio de amor. Nas paredes uns cortinados brancos, ocultavam um pouco a rudeza das paredes, dando ao quarto, um ar mais nobre e aconchegado, o mesmo encanto com que procurava enfeitar os seus dias. Deste passava-se para a cozinha, onde uma mesa redonda, feita pelo avô Francisco, tinha lugar de honra, rodeada por quatro cadeiras, que ficariam para a história, compradas a propósito. No início, na sala só havia no espaço que parecia amplo, a tábua de passar a roupa.
Nem sofás, nem cadeiras, nem mesa, nem móvel, nem nada para lá colocarem, além deles próprios, que muitas vezes se rebolaram e menearam nesse chão, fazendo dele seu enxergão, e nele se amaram, enrolando-se sem cansaço, contando-lhe mil e um segredos, nesse tempo em que Isabel e Pedro, como todos os jovens amantes e enamorados, idealizavam que o amanhã será sempre como aquele instante, risonho e fácil.
Uma casa de banho, onde a água caía do chuveiro, liberta como do céu, podendo molhar-se à vontade as paredes e o chão, escorrendo depois livre para a rua. Mais adiante a porta de saída para o quintal, com um pequeno e minúsculo canteiro de flores. Junto à porta, um tanque onde Isabel lavaria a roupa à mão.
Tudo feito a propósito para os noivos viverem bem, e não se sentirem mal acomodados, porque tudo, era manifestamente pouco, ainda que para início de vida, a Isabel, tudo parecesse muito e grandioso. Ali, naquela casa, começava a sua vida com Pedro, uma vida que ela aspirava ser de liberdade, de muito amor, paz e muita felicidade. Ao princípio, ali, Isabel quase se sentiu uma rainha, e digo sentiu, porque mais tarde me confessou, que passados uns tempos começou a aspirar ter uma casa maior, com mais algum conforto, um melhor quarto, com uma janela que pudesse abrir e lhe permitisse arejar a casa e todo o lar. ~
Uma porta que desse para a rua, mesmo que não tivesse sala de entrada, por onde pudesse entrar e sair quando quisesse, já que a entrada desta sua pequena casa, era feita pelo quintal das traseiras.
Este tanque de lavar a roupa, trazia-lhe à mente recordações menos agradáveis da infância. A mãe passava o dia de volta da roupa da família, e também ela ali, tinha que lavar toda a roupa, atá aos tapetes do chão, o que não a incomodava, porque tinha a esperança de um dia mudar, mas que a arrastava e puxava a ficar presa ao passado com pensamentos contínuos que não a largavam. ~
Que sonho tão simples era o de Isabel, o de um dia sacudir o pano de limpar o pó da casa, numa janela frondosa, porque nesta altura ainda não lhe passava pela cabeça a ideia de comprar uma máquina de lavar roupa, engenho muito dispendioso.
Era uma casa interior, muito pequena, junto ao local de trabalho de Isabel, uma casa daquelas onde o Sol nunca entra, nem pede para penetrar, e para ele se poder olhar, tem que se vir à rua, onde é de todos e não vive a paredes meias com ninguém, nem pede licença para entrar.
Isabel pretendia inúmeras coisas, e a primeira de todas era poder conviver com o Sol, vê-lo todos os dias a sorrir-lhe, e umas atrás das outras, as realidades que naquela altura não conseguia alcançar, poder um dia segurá-las nas suas mãos.
Fotos do Google
Uma divisão muito simples, a que chamaram quarto, com o mobiliário que conseguiram adquirir, bem diferente daquele que Isabel idealizara, mas com o suficiente para conseguirem começar uma vida juntos, seria o seu refúgio de amor. Nas paredes uns cortinados brancos, ocultavam um pouco a rudeza das paredes, dando ao quarto, um ar mais nobre e aconchegado, o mesmo encanto com que procurava enfeitar os seus dias. Deste passava-se para a cozinha, onde uma mesa redonda, feita pelo avô Francisco, tinha lugar de honra, rodeada por quatro cadeiras, que ficariam para a história, compradas a propósito. No início, na sala só havia no espaço que parecia amplo, a tábua de passar a roupa.
Nem sofás, nem cadeiras, nem mesa, nem móvel, nem nada para lá colocarem, além deles próprios, que muitas vezes se rebolaram e menearam nesse chão, fazendo dele seu enxergão, e nele se amaram, enrolando-se sem cansaço, contando-lhe mil e um segredos, nesse tempo em que Isabel e Pedro, como todos os jovens amantes e enamorados, idealizavam que o amanhã será sempre como aquele instante, risonho e fácil.
Uma casa de banho, onde a água caía do chuveiro, liberta como do céu, podendo molhar-se à vontade as paredes e o chão, escorrendo depois livre para a rua. Mais adiante a porta de saída para o quintal, com um pequeno e minúsculo canteiro de flores. Junto à porta, um tanque onde Isabel lavaria a roupa à mão.
Tudo feito a propósito para os noivos viverem bem, e não se sentirem mal acomodados, porque tudo, era manifestamente pouco, ainda que para início de vida, a Isabel, tudo parecesse muito e grandioso. Ali, naquela casa, começava a sua vida com Pedro, uma vida que ela aspirava ser de liberdade, de muito amor, paz e muita felicidade. Ao princípio, ali, Isabel quase se sentiu uma rainha, e digo sentiu, porque mais tarde me confessou, que passados uns tempos começou a aspirar ter uma casa maior, com mais algum conforto, um melhor quarto, com uma janela que pudesse abrir e lhe permitisse arejar a casa e todo o lar. ~
Uma porta que desse para a rua, mesmo que não tivesse sala de entrada, por onde pudesse entrar e sair quando quisesse, já que a entrada desta sua pequena casa, era feita pelo quintal das traseiras.
Este tanque de lavar a roupa, trazia-lhe à mente recordações menos agradáveis da infância. A mãe passava o dia de volta da roupa da família, e também ela ali, tinha que lavar toda a roupa, atá aos tapetes do chão, o que não a incomodava, porque tinha a esperança de um dia mudar, mas que a arrastava e puxava a ficar presa ao passado com pensamentos contínuos que não a largavam. ~
Que sonho tão simples era o de Isabel, o de um dia sacudir o pano de limpar o pó da casa, numa janela frondosa, porque nesta altura ainda não lhe passava pela cabeça a ideia de comprar uma máquina de lavar roupa, engenho muito dispendioso.
Era uma casa interior, muito pequena, junto ao local de trabalho de Isabel, uma casa daquelas onde o Sol nunca entra, nem pede para penetrar, e para ele se poder olhar, tem que se vir à rua, onde é de todos e não vive a paredes meias com ninguém, nem pede licença para entrar.
Isabel pretendia inúmeras coisas, e a primeira de todas era poder conviver com o Sol, vê-lo todos os dias a sorrir-lhe, e umas atrás das outras, as realidades que naquela altura não conseguia alcançar, poder um dia segurá-las nas suas mãos.
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quinta-feira, 27 de outubro de 2011
POR DETRÁS DE CADA FLOR!!!
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segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Saber AMAR
Por vezes sinto-me tão insignificante como um grão de areia. MAS MUITOS JUNTOS é que fazem um areal, e tantas coisas infidávies que se fazem com a areia...
O pequeno grão que sou, não faz parte do areal....deve andar perdido, negro, escuro, encostado nalgum buraco de valeta...
MAS TENHO A CERTEZA QUE SE TODOS FOSSEM COMO EU, NO MUNDO HAVERIA PAZ...QUE PENA EU ANDAR PERDIDA...
Nunca fiz nada, não sei fazer nada, e todos os dias, algo me empurra mais um bocadinho nos ombros para me enterrar...
E eu continuo a fazer de conta que está tudo bem, eu que não sei nada, não valho nada, não presto para nada. Vida ridicula e sem jeito nenhum, esta que levo....
Se pelo menos eu soubesse AMAR !!!
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O pequeno grão que sou, não faz parte do areal....deve andar perdido, negro, escuro, encostado nalgum buraco de valeta...
MAS TENHO A CERTEZA QUE SE TODOS FOSSEM COMO EU, NO MUNDO HAVERIA PAZ...QUE PENA EU ANDAR PERDIDA...
Nunca fiz nada, não sei fazer nada, e todos os dias, algo me empurra mais um bocadinho nos ombros para me enterrar...
E eu continuo a fazer de conta que está tudo bem, eu que não sei nada, não valho nada, não presto para nada. Vida ridicula e sem jeito nenhum, esta que levo....
Se pelo menos eu soubesse AMAR !!!
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sábado, 15 de outubro de 2011
Querida NÉ
PARA A MINHA QUERIDA AMIGA NÉ
Ainda no sábado passado estava feliz, ou fazia por isso, pois estranhamente não sentia qulaquer nervosismo, ou tensão fora do habitual, por imaginar que há tarde iria ser o lançamento do meu primeiro livro, no café Santa Cruz em Coimbra.
Decerto, estava um pouco na expectativa para saber se iria ter muita ou pouca gente a presenciar esse meu acto, mas nada disso transpôs para o meu corpo ou espirito, alguma inquietude capaz de me agitar em demasia.
Em contrapartida neste dia, como em tantos que viveste nos ultimos anos da tua vida, tu já estarias decerto em intenso sofrimento
Hoje, que gostaria de descrever aqui, essa minha tarde animada e feliz, ao abrir o jornal, reparo que tu Né, minha doce amiga, que conheci por acaso num ginásio e te tornaste minha amiga porque aos poucos fomos conversando as nossas vidas e preocupações, e assim nos fomos unindo, tinhas partido para uma longa viagem. Essa doença que há muito te devorava dia a dia um pedacinho, venceu-te, apesar de a cada instante teres tentado sempre como poucos guerreiros, levar-lhe a dianteira. Finalmente levou-te a viajar até ao descanço eterno.
Partiste sem dizer nada como tinhamos combinado, mas sei que o teu final deve ter sido tão penoso, que finalmente te esqueceste dos outros e te entregaste ao teu sofrimento, pois as tuas forças devem ter chegado finalmente ao limite. Foi sempre este o final dos grandes guerreiros que ficaram na história.
Atravessado no teu coração levaste o teu filho Afonso, aquele menino que era a tua vida e te segurou a ela todo este tempo, que foram anos de luta e intenso sofrimento. Afonso, fica com muitas saudades tuas, tantas quantas tu levaste dele, mas fica com o exemplo de uma mãe corajosa e valente como nenhuma outra, porque ele sabe que a sua mãe, TU, foste sempre incomparávelmente a melhor mãe, que ele poderia ter tido neste mundo, que não o abandonou nunca e ficará sempre com ele a vigiar e guardar todos os seus passos. Foste e serás sempre a sua mãe coragem, exemplo de força e valentia, mãe atenta e dedicada com um tão grande amor por ele, que perdurará para além da existência carnal. Tenho a certeza que estás e ficarás para sempre a olhá-lo e a protegê-lo, cada dia e em cada instante.
Onde estás, repousa agora em PAZ, mas não te esqueças de olhar também por nós, que todos precisamos da tua ajuda, da tua força. Orienta-nos para sermos como tu, orienta-nos a resistir até ao limite das nossas forças, pois tu foste capaz de as ultrapassar. E pede a Deus, agora que estás junto Dele, que faça com que o mundo melhor, pois a nossa vida por aqui é uma mera passagem.
Obrigada minha querida amiga, pela tua tão nobre passagem neste mundo, que a todos ensinou como devemos viver, aceitando com um sorriso o que Deus te ofereceu de bom e de mau.
Um dia ainda havemos de nos encontrar e conversar muito.
Beijinhos querida NÉ :)
Ainda no sábado passado estava feliz, ou fazia por isso, pois estranhamente não sentia qulaquer nervosismo, ou tensão fora do habitual, por imaginar que há tarde iria ser o lançamento do meu primeiro livro, no café Santa Cruz em Coimbra.
Decerto, estava um pouco na expectativa para saber se iria ter muita ou pouca gente a presenciar esse meu acto, mas nada disso transpôs para o meu corpo ou espirito, alguma inquietude capaz de me agitar em demasia.
Em contrapartida neste dia, como em tantos que viveste nos ultimos anos da tua vida, tu já estarias decerto em intenso sofrimento
Hoje, que gostaria de descrever aqui, essa minha tarde animada e feliz, ao abrir o jornal, reparo que tu Né, minha doce amiga, que conheci por acaso num ginásio e te tornaste minha amiga porque aos poucos fomos conversando as nossas vidas e preocupações, e assim nos fomos unindo, tinhas partido para uma longa viagem. Essa doença que há muito te devorava dia a dia um pedacinho, venceu-te, apesar de a cada instante teres tentado sempre como poucos guerreiros, levar-lhe a dianteira. Finalmente levou-te a viajar até ao descanço eterno.
Partiste sem dizer nada como tinhamos combinado, mas sei que o teu final deve ter sido tão penoso, que finalmente te esqueceste dos outros e te entregaste ao teu sofrimento, pois as tuas forças devem ter chegado finalmente ao limite. Foi sempre este o final dos grandes guerreiros que ficaram na história.
Atravessado no teu coração levaste o teu filho Afonso, aquele menino que era a tua vida e te segurou a ela todo este tempo, que foram anos de luta e intenso sofrimento. Afonso, fica com muitas saudades tuas, tantas quantas tu levaste dele, mas fica com o exemplo de uma mãe corajosa e valente como nenhuma outra, porque ele sabe que a sua mãe, TU, foste sempre incomparávelmente a melhor mãe, que ele poderia ter tido neste mundo, que não o abandonou nunca e ficará sempre com ele a vigiar e guardar todos os seus passos. Foste e serás sempre a sua mãe coragem, exemplo de força e valentia, mãe atenta e dedicada com um tão grande amor por ele, que perdurará para além da existência carnal. Tenho a certeza que estás e ficarás para sempre a olhá-lo e a protegê-lo, cada dia e em cada instante.
Onde estás, repousa agora em PAZ, mas não te esqueças de olhar também por nós, que todos precisamos da tua ajuda, da tua força. Orienta-nos para sermos como tu, orienta-nos a resistir até ao limite das nossas forças, pois tu foste capaz de as ultrapassar. E pede a Deus, agora que estás junto Dele, que faça com que o mundo melhor, pois a nossa vida por aqui é uma mera passagem.
Obrigada minha querida amiga, pela tua tão nobre passagem neste mundo, que a todos ensinou como devemos viver, aceitando com um sorriso o que Deus te ofereceu de bom e de mau.
Um dia ainda havemos de nos encontrar e conversar muito.
Beijinhos querida NÉ :)
domingo, 9 de outubro de 2011
Os agradecimentos no lançamento
Agradecimentos
Editora – OBRIGADA à minha editora aqui representada na presença da DRª Ana. Sem a Chiado Editora a apoiar-me neste meu projecto, Isabel nunca teria saído da gaveta. Em boa hora recorri a eles, que prontamente aceitaram realizar este meu sonho. Muito Obrigada Drª ANA.
Pedro Pinto - que me ouviu vezes sem conta e continua a escutar PACIENTEMENTE os meus lamentos, durante as nossas aulas, como se fosse meu psicólogo ou psicoterapeuta. Obrigada pela amizade e apoio, pela dança que me descontrai e anima, mas mais ainda pela paciência com que me ouve sempre, e por todas as horas que ainda havemos de passar juntos, a dançar e a conversar. O Pedro é o Director da escola FAME, que gentilmente acolheu o meu pedido, falando ao par de bailarinos que abriu em beleza este evento, com um Tango Belíssimo.
Adelaide e Paulo – Dançarinos e professores da escola FAME de Coimbra, cujo director é Pedro Pinto que ainda agora referi, que se prontificaram gentilmente DAR INICIO À cessão de lançamento do meu livro com a beleza do Tango, que todos decerto terão apreciado. Eles que são exímios artistas a fazê-lo, desta vez fizeram-no com a maior MESTRIA de sempre. OBRIGADA AOS BAILARINOS E À SUA ESCOLA, que é também a minha escola, A FAME. OBRIGADA ADELAIDE E PAULO.
Grupo de cordas – Um grupo especial, que imagino têm uma surpresa para me fazer, e a vocês, igualmente. Pertencem à secção de FADO da Associação Académica de Coimbra, e eu adoro-os, como a toda a música TOCADA em Coimbra, pelos seus instrumentos e pela sua gente, POR SER INCONFUNDIVEL, e me fazer constantemente recordar os meus tempos de estudante. Sinto que a música tocada e escutada em Coimbra, tem outro sabor, outro sentir. OBRIGADA a todos sem excepção.
Tó – Pela oferta do portátil, pois desde o dia em que mo ofereceste, despertou em mim a vontade de escrever em qualquer canto da casa. O portátil, tornou-se um companheiro imprescindível, tanto assim que é com com ele que me deito todos os dias, como sabes, porque te deitas sempre mais tarde, e vai comigo para todo o lado. Desculpa pelo facto da nossa vida ter mudado um bocadinho desde essa altura. AGORA EU NÃO O LARGO, NEM ELE A MIM, ao portátil claro, mas tu foste o culpado, e digo isto com convicção, pois tu mesmo costumas afirmar, que as mulheres têm sempre razão em tudo o que dizem. OBRIGADATÓ, Pela FORÇA, pelo APOIO, pelo silêncio que MUITAS VEZES preciso e me dás, pela NOSSA AMIZADE INCOMUM, PELA compreensão de todos os momentos, sempre que preciso do teu ombro amigo, e ele lá está presente à minha espera. Desculpa também, o facto de a cozinha ter deixado de funcionar, mas, não foi só a cozinheira que mudou de profissão, AQUI tenho que referir que a culpa não é minha, mas também do fogão que deixou de funcionar a 100%.
ZÉ- Minha filha, Obrigada, pela tua paciência, pelo teu apoio e todo o carinho que me dás. Pelo esforço que fazes no teu dia-a-dia, em fazer na Farmácia o teu trabalho e o meu, pois eu sei que te esforças a dobrar, por eu passar grande parte do tempo ao portátil, a ler, a escrever, a pesquisar. De facto, devias receber dois salários. Vamos pensar nisso. Obrigada, ZÉ.
João Daniel – Pela calma na procura da letra. Obrigada pelo azul do céu e pelos malmequeres. Obrigada pela paciência que tem comigo quando lhe peço informações. Obrigada JOÃO, pela surpresa que me vai proporcionar e aos meus amigos aqui presentes, no final, e que sem a sua ajuda SERIA IMPENSÁVEL, mas como sou cusca, já todos sabem que o Grupo de Cordas vai actuar.
Liliana- Um agradecimento cheio de carinho, pela paciência com que me ensinou a criar o meu blog. Tudo o que aprendi inicialmente devo-o à Liliana, que pacientemente percorreu todos os campos que eram necessários para que o meu blog nascesse, e eu pudesse começar a escrever ALGUNS PENSAMENTOS meio desordenados que me iam na mente. O BLOG, foi o início de tudo. Nele comecei a escrever, a maioria das vezes muito mal, porque não sei escrever bem, mas foi lá que comecei a escrever, sendo assim que nasceu em mim esse desejo de escrever sempre, cada dia mais um bocadinho, mesmo que mal, com a esperança de um dia atingir o primeiro degrau de alguma perfeição. Obrigada, porque afinal foi com a sua ajuda, que naquela tarde de domingo na cozinha, tudo começou.
João Vasco – Que me apoiou desde o início a escrever contos no blog e mais tarde a converter o que lá fui escrevendo num livro. OBRIGADA PELA REVISÃO DO LIVRO, e desculpa as náuseas que te causei, pois tenho consciência que tiveste muito que rever e corrigir. Nunca esquecerei o mail, que um dia meio desalentada te escrevi, quase com vontade de desistir, ao qual tu respondeste: “ hei-de escrever sempre. Mesmo que nunca ninguém me leia. Sempre”. JURO-TE QUE TAMBÉM NUNCA MAIS DEIXAREI DE ESCREVER, MESMO QUE NUNCA NINGUÉM ME LEIA. Obrigada JOÃO VASCO, por me ouvires sempre e mesmo sem tempo, me esclareceres a minhas dúvidas.
Filipe- Obrigada, querido amigo. Sem a sua ajuda Filipe, o meu livro não teria pernas para andar, e nunca teria ido parar às mãos do Drº Pedro Balaus, seu amigo, que aceitou ler o meu manuscrito. Sem o meu querido amigo FILIPE, Isabel não teria ganho nunca qualquer brilho, e não estaríamos agora, aqui todos reunidos. OBRIGADA FILIPE.
DRº Pedro Balaus Custódio. A este homem, professor universitário desta cidade
Tenho tantas coisas a agradecer, que não sei como começar.
O apoio incondicional que me deu desde o início, sem me conhecer de lado algum, depois de ler o que é hoje o meu livro. O telefonema que me fez, depois desta fase, dando-me APOIO E FORÇA, dizendo-me coisas que nunca imaginei ouvir acerca do que tinha escrito, encorajando-me sempre, quando eu a escrever, me sentia UMA formiguinha.
A alegria que me deu quando se ofereceu para me fazer o prefácio do livro, não tem limites, nem FORMA de a EXPRIMIR em PALAVRAS.
Essa sensação, ficará guardada dentro de mim para sempre, pois há sensações indescritíveis, por tão incomuns e fabulosas.
Doutor Pedro, obrigada pelo Prefácio extraordinário, que fez brilhar cada história da Isabel, valorizando completamente o meu livro “Aqui vai o lenço”.
Sem o seu prefácio o meu livro estaria nu. Obrigada, por cada email de apoio, energia e muito encorajamento, desde essa altura, até agora.
Obrigada pela nossa conversa, quando nos conhecemos, POR TODAS AS PALAVRAS que me abriram os olhos, ensinaram muita coisa e foram o maior incentivo para eu não desistir e procurar uma editora para Isabel sair da gaveta. Também por isso, não desisti e estamos hoje aqui.
Muito OBRIGADA POR TUDO, Doutor Pedro.
A todos OS Meus amigos aqui presentes, sem excepção:
-Ao SRº PRESIDENTE DA CAMARA DE Soure, Dr João Gouveia.
- Á Srª Vereadora da cultura da CAMARA de Soure, DRª Ana TRENO, ao Sr, Mário Jorge, e a todos os que os acompanharam, muito obrigada.
-Ao Sr Eng. RICARDO Assunção e sua esposa, que se deslocaram de Lisboa até aqui, para se juntarem a nós neste momento, ao sr Eng Oliva, e a todos que através dos mails que o meu marido me cedeu e eu tive a audácia de VOS ENDEREÇAR e se disponibilizaram a estar aqui neste dia, o meu muito obrigado.
-Ao doutor António Simões Director do INSTITUTO PEDRO Hispano da GRANJA do Ulmeiro, a terra onde vivo e trabalho há 33 anos, e à doutora Elisa professora neste Instituto, obrigada pelo apoio, pela presença, pela amizade…
-Ao Pedro e à Tânia, obrigada pela presença e pela divulgação deste evento para mais de 3000 pessoas, através do Facebook… e ainda bem que não vieram todas, pois não caberíamos aqui. Mas adorei esse gesto de imenso apoio e carinho.
-AOS CABRAS, obrigada por terem vindo…
-A TODOS OS MEUS AMIGOS E COLEGAS DA FAME, famosos dançarinos, apaixonados pela SALSA, AQUI PRESENTES, UM OBRIGADO DO TAMANHO DO MUNDO.
A todos sem excepção,…, um grande obrigada por terem vindo, pois sem Vocês aqui, este momento não teria qualquer significado.
Agradeço que me desculpem algum esquecimento, mas penso que está na hora de me calar e prosseguirmos, caso contrário nunca mais passaremos ao bufete, e para a próxima não apanho aqui ninguém.
SIM PORQUE HAVERÁ MAIS LIVROS.
O lançamento do meu primeiro livro
"AQUI VAI O LENÇO"
Vai ser daqui a pouco, às seis da tarde, que decorrerá no Café Santa Cruz em Coimbra, a cessão de lançamento do meu primeiro livro.
Estou ansiosa, espectante, curiosa, bastante agitada, mas contente, muito feliz, por este ser um dia tão especial e esperado desde que o livro foi editado.
Nunca imaginei escrever um livro, ainda que no meu recolhimento, nas minhas horas de maior solidão, desespero, grande tristeza ou então nos momentos de alegria, muitas vezes recorresse à escrita como uma forma evasiva de me libertar de amarras, das coisas ruins, ou então para registar as coisas muito boas, que transbordavam do meu peito, porque as más que as levasse o vento, mas as boas, essas queria-as guardar comigo para sempre.
Mas fazia isso, escrevendo muito mais as coisas más, que me maltratavam e faziam chorar. Essas levavam-me a escrever em folhas soltas ou pequenos cadernos, que arquivava, procurando deitar para o esquecimento dessas folhas que escondia, o que me apoquentava a alma.
Hoje vou encontrar-me, assim o espero, com alguns amigos, aqueles que são de facto meus amigos.
Vou verificar se tenho amigos, pois se a casa estiver vazia ou unicamente com pessoas que ali forem por curiosidade, não será a mesma coisa.
QUERO MUITO SENTIR QUE OS PRESENTES, SÃO MESMO MEUS AMIGOS E QUE ALI ESTÃO DE ALMA E CORAÇÃO, ou será que os que se dizem amigos estarão todos por qualquer motivo ocupados e faltarão ao meu convite?
Sei que alguns, poucos talvez, mas alguns, não faltarão, e estarão lá para me apoiar, inteiramente.
Desta vez Isabel vai ser durante algum tempo "rainha", e vai segurar na sua mão o "lenço" que pretende atirar para outros locais,ou novamente para ali, um dia no futuro, noutros lançamentos de outros livros que hão-de surgir, porque eu nunca mais deixarei de escrever, mesmo que nunca ninguém me leia.
Obrigada João. Acredito que uma mãe que escreve é outra coisa, mesmo que seja insignificante, o que as suas palavras escritas transmitam.
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
SÓ
HOJE ESTOU SÓ E PODIA NÃO ESTAR, MAS QUANTAS COISAS PODIAM SER QUE NÃO SÃO....
Longe de mim, e eu aqui no meu local habitual, naquele canto onde me refugio e escrevo o que sinto, mesmo que nunca ninguém leia o que escrevo. Tu, a muitos kilómetros daqui, trabalhas, apesar de hoje ser um dia de descanso marcado no calendário.
Escrevo para destilar de mim o que me vai na alma, por isso continuarei a escrever mesmo que nunca ninguém me leia, acredite e considere e assim, nunca ninguém me entenda..., COMO MUITAS VEZES acontece contigo, pois a maioria das vezes, fico em silêncio atenta a tudo que me contas,comprendendo o que me dizes, ouvindo os teus problemas,....mas TU NÃO me ENTENDES, dizes que falo sempre do mesmo...., não entendes que preciso que te empenhes, não te escondas dos nossos probemas, preciso que me fales de outras coisas, das nossas coisas....
Está perto o lançamento do primeiro livro que escrevi. "AQUI VAI O LENÇO"
A história de Isabel, uma menina triste, infeliz, que nasceu e começou desde cedo a sentir-se rejeitada, preterida. Sem saber porquê, ela sentia isso,sempre, e esse sentimento pegou-se à sua pele de uma forma, que nunca mais a abandonou. Ela tudo fazia para que a paz reinasse à sua volta, e o seu maior desejo e ambição era ver que em casa todos viviam em paz e harmonia.
Isabel e Pedro, UM CASAL QUE IMAGINEI à NOSSA SEMENHANÇA, é um casal que eu queria fazer feliz a todo o custo, e que ainda hoje não sei se são ou não felizes, ou se vivem num faz de conta, que é isso que a vida é.......
Se não fizermos de conta que conseguimos, que somos capazes, que somos fortes, que estamos bem, que estamos felizes, se não fizerrmo de conta ...a vida, passa a correr e não aproveitamos nada, pois passamos o tempo, e com ela a vida, com lamentações.
Mas será que a felicidade existe?
E como se chega e atinge essa felicidade???
Para Isabel, a felicidade, ou o que ela imaginava ser isso, escapava-lhe das mãos como finos grãos de areia, e com isso, ela contentava-se com pouco, muito pouco...
Coitada da criança, que pena da mulher!!! Como lamento essa Isabel, e como tenho pena dela...
No dia do lançamento quero-te junto de mim. Vou procurar estar calma, agradecer a todos os que me apoiaram e incentivaram a caminhar em frente, para atingir aquele momento.
AGRADECER A TODOS, E AINDA MAIS, AOS QUE MAIS AMO, e que em DIAS COMO O DE HOJE, ME DEIXAM NO SILÊNCIO...mas que amo muito, que são o motivo porque desejo continuar a viver...
Se ao menos um dia, tu conseguisses ser aquele que eu imaginei que poderias ser, talvez me sentisse mais inteira, mesmo que fosse por instantes, muito mais querida, mais amada e preferida, como Isabel sonhou ser um dia, e talvez conseguisse afastar de mim a sombra dessa Isabel que inventei para me libertar do passado, mas que ainda povoa a minha mente...
Sei que no lançamento tudo vai correr bem, pois mesmo que não corra bem, nada poderei fazer para que tal não aconteça.
O que podia fazer para as coisas darem certo, já foi feito e tu estiveste lá, presente, com esse apoio imenso... e é também por esse apoio imenso, eterno e meigo que te AMO.
Vem depressa, tenho saudades de TI !!
Fotos do Google
Longe de mim, e eu aqui no meu local habitual, naquele canto onde me refugio e escrevo o que sinto, mesmo que nunca ninguém leia o que escrevo. Tu, a muitos kilómetros daqui, trabalhas, apesar de hoje ser um dia de descanso marcado no calendário.
Escrevo para destilar de mim o que me vai na alma, por isso continuarei a escrever mesmo que nunca ninguém me leia, acredite e considere e assim, nunca ninguém me entenda..., COMO MUITAS VEZES acontece contigo, pois a maioria das vezes, fico em silêncio atenta a tudo que me contas,comprendendo o que me dizes, ouvindo os teus problemas,....mas TU NÃO me ENTENDES, dizes que falo sempre do mesmo...., não entendes que preciso que te empenhes, não te escondas dos nossos probemas, preciso que me fales de outras coisas, das nossas coisas....
Está perto o lançamento do primeiro livro que escrevi. "AQUI VAI O LENÇO"
A história de Isabel, uma menina triste, infeliz, que nasceu e começou desde cedo a sentir-se rejeitada, preterida. Sem saber porquê, ela sentia isso,sempre, e esse sentimento pegou-se à sua pele de uma forma, que nunca mais a abandonou. Ela tudo fazia para que a paz reinasse à sua volta, e o seu maior desejo e ambição era ver que em casa todos viviam em paz e harmonia.
Isabel e Pedro, UM CASAL QUE IMAGINEI à NOSSA SEMENHANÇA, é um casal que eu queria fazer feliz a todo o custo, e que ainda hoje não sei se são ou não felizes, ou se vivem num faz de conta, que é isso que a vida é.......
Se não fizermos de conta que conseguimos, que somos capazes, que somos fortes, que estamos bem, que estamos felizes, se não fizerrmo de conta ...a vida, passa a correr e não aproveitamos nada, pois passamos o tempo, e com ela a vida, com lamentações.
Mas será que a felicidade existe?
E como se chega e atinge essa felicidade???
Para Isabel, a felicidade, ou o que ela imaginava ser isso, escapava-lhe das mãos como finos grãos de areia, e com isso, ela contentava-se com pouco, muito pouco...
Coitada da criança, que pena da mulher!!! Como lamento essa Isabel, e como tenho pena dela...
No dia do lançamento quero-te junto de mim. Vou procurar estar calma, agradecer a todos os que me apoiaram e incentivaram a caminhar em frente, para atingir aquele momento.
AGRADECER A TODOS, E AINDA MAIS, AOS QUE MAIS AMO, e que em DIAS COMO O DE HOJE, ME DEIXAM NO SILÊNCIO...mas que amo muito, que são o motivo porque desejo continuar a viver...
Se ao menos um dia, tu conseguisses ser aquele que eu imaginei que poderias ser, talvez me sentisse mais inteira, mesmo que fosse por instantes, muito mais querida, mais amada e preferida, como Isabel sonhou ser um dia, e talvez conseguisse afastar de mim a sombra dessa Isabel que inventei para me libertar do passado, mas que ainda povoa a minha mente...
Sei que no lançamento tudo vai correr bem, pois mesmo que não corra bem, nada poderei fazer para que tal não aconteça.
O que podia fazer para as coisas darem certo, já foi feito e tu estiveste lá, presente, com esse apoio imenso... e é também por esse apoio imenso, eterno e meigo que te AMO.
Vem depressa, tenho saudades de TI !!
Fotos do Google
terça-feira, 4 de outubro de 2011
Amigos
AMIGOS
Abençoados os que possuem amigos, os que os têm sem pedir.
Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende.
Amigo a gente arranja sem querer nem pressentir e depois sente!
Benditos os que sofrem por amigos, os que falam com o olhar.
Porque amigo não se cala, não questiona, nem se rende.
Amigo a gente esuta, atende e entende!
Benditos os que guardam amigos, os que dão o seu ombro para chorar.
Porque amigo sofre, escuta, chora e alivia a dor do outro.
Amigo não tem hora para consolar! Amigo está sempre presente.
Benditos sejam os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade.
Porque amigo é sentido, é direção, é o caminho que nos falta na aflição.
Amigo é a base quando nos falta o chão!
Benditos sejam todos os amigos de raízes, verdadeiros puros e sinceros.
Porque amigos são herdeiros da real sagacidade.
Ter amigos é a melhor cumplicidade, uma coisa unica, preciosa, precisa para a vida inteira!
Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinhos,
Há outras que sorriem, por saber que os espinhos são de rosas!
________________________________________________________________________________
AMOR
Amor é brisa, perfumada, matinal,
Um arco-íris em matizes de ternura.
Porto seguro, nosso lume essencial,
Âncora e fonte de felicidade pura.
Rola a paixão numa ação devastadora
E o amor, num perene encantamento...
Se o tornado da paixão nos deixa marcas,
A aragem do amor alivia o sofrimento...
Porém nem sempre a paixão leva ao amor...
Também nem sempre o amor contém paixão...
Mas tendem ambos a se unir, nos confundir,
Nos instigantes meandros da sedução...
O que mais quero é para sempre equilibrar
Paixão e amor no mesmo rol das emoções...
Quero de amor, à tua vida me enlaçar
E de paixão me entregar, sem restrições...
DO Google
Abençoados os que possuem amigos, os que os têm sem pedir.
Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende.
Amigo a gente arranja sem querer nem pressentir e depois sente!
Benditos os que sofrem por amigos, os que falam com o olhar.
Porque amigo não se cala, não questiona, nem se rende.
Amigo a gente esuta, atende e entende!
Benditos os que guardam amigos, os que dão o seu ombro para chorar.
Porque amigo sofre, escuta, chora e alivia a dor do outro.
Amigo não tem hora para consolar! Amigo está sempre presente.
Benditos sejam os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade.
Porque amigo é sentido, é direção, é o caminho que nos falta na aflição.
Amigo é a base quando nos falta o chão!
Benditos sejam todos os amigos de raízes, verdadeiros puros e sinceros.
Porque amigos são herdeiros da real sagacidade.
Ter amigos é a melhor cumplicidade, uma coisa unica, preciosa, precisa para a vida inteira!
Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinhos,
Há outras que sorriem, por saber que os espinhos são de rosas!
________________________________________________________________________________
AMOR
Amor é brisa, perfumada, matinal,
Um arco-íris em matizes de ternura.
Porto seguro, nosso lume essencial,
Âncora e fonte de felicidade pura.
Rola a paixão numa ação devastadora
E o amor, num perene encantamento...
Se o tornado da paixão nos deixa marcas,
A aragem do amor alivia o sofrimento...
Porém nem sempre a paixão leva ao amor...
Também nem sempre o amor contém paixão...
Mas tendem ambos a se unir, nos confundir,
Nos instigantes meandros da sedução...
O que mais quero é para sempre equilibrar
Paixão e amor no mesmo rol das emoções...
Quero de amor, à tua vida me enlaçar
E de paixão me entregar, sem restrições...
DO Google
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