Depois de deixar a Joana em casa da amiga, metia-se no autocarro e descia sempre na mesma paragem para depois caminhar percorrendo a pé a distância que a separava da paragem até ao seu local do seu trabalho, uma loja elegante na baixa da cidade do Funchal. A forma como caminhava indiciava a qualquer um que a conhecia ou não, que ela era especial e não uma pessoa vulgar. Caminhava de um jeito seguro, pleno de elegância e beleza. Quem não a conhecia, pois a ilha está sempre cheia de turistas, ao vê-la passar olhavam quase sempre para trás, porque o seu porte esbelto e firme era de uma graciosidade que apetecia olhar.
Vestia sempre um tailleur de saia bem justa até ao joelho, o fato preto que lhe era exigido usar pela empresa mas que lhe assentava como a ninguém. O casaco vincava-lhe a cintura, e a sua cor preta favorecia-lhe ainda mais a silhueta. Por baixo, uma blusa branca, sempre impecavelmente branca, davam-lhe um ar distinto. Junto ao pescoço um fio de ouro branco muito fino com um pingente com a letra “L”, e no dedo anelar da mão esquerda a aliança que Luís lhe colocara no dia do casamento e que ela nunca deixou de usar. No Inverno, que na ilha nunca é muito rigoroso na temperatura, colocava muitas vezes um lenço no pescoço de forma que só ela sabia usar. Sobre o fato usava um casaco comprido também cintado, preto ou azul-escuro. Nos pés, sempre uns sapatos pretos de salto alto, formais mas elegantes o suficiente para transformar o seu porte ao andar no mais gracioso de todos.
Que fosse visível na rua, nunca mais vestiu cores claras além das suas camisas brancas, mas tudo o que vestia assentava-lhe tão bem que seria erro mudar. E depois o seu pisar na calçada, a sua passada certa e segura, tendo em conta que usava sempre aqueles sapatos com um tacão que lhe favoreciam as formas, era de tal forma elegante e belo, que tudo junto faziam de Marta uma mulher linda, diferente e muito especial. Resolvera vestir-se sempre como se o Luís estivesse ao seu lado a acompanhá-la e isso dava-lhe energia para continuar. Seria difícil arranjar um homem como o Luís para colocar no seu lugar, e apesar dos elogios e rodeios que de vez em quando lhe dirigiam alguns colegas ou amigos, estava segura que estava muito bem assim. Não queria mais homem nenhum na sua vida.
Laura que tinha três filhos e tinha uma relação um tanto estremecida com o marido pois apesar de muito amigos e unidos, Laura queixava-se a Marta de se sentir e saber mal-amada, dizia-lhe sempre:
- Deixa-te estar assim, que se já te acostumaste é assim que estás bem. Não tens que prestar contas a ninguém. Controlas o teu tempo e a tua vida como queres. É que casadas nem sempre tudo corre bem, e tu isso não podes avaliar pois infelizmente estiveste casada pouco tempo. Olha o que eu passo com o meu marido por ser ciumento, e depois comigo na cama ser um egoísta. Inventa-me namoros, e tudo o resto que sabe que não tenho, mas mói-me com isso, como te tenho contado. Sou uma mal-amada. Um sacrifício! Mas que hei-de fazer se gosto dele é o pai dos meus filhos, e até é meu amigo.
Fotos do Google
A História de uma menina triste, franzina e assustada, que só procurava a paz, amar e ser amada!
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Mirrar nunca!
Self-disclosure de: João vasco coelho
Dito-dito.
morro por viver
vivo morto
o ar imenso
esqueço ardo
morro por viver
num esmero
de entoação da fala
vivo
ainda por aqui danço
ainda aqui estou por morrer
ainda aqui estou por mirrar
um tubérculo ínfimo
feito das coisas que se permitem
morro por viver
por não saber
o que poderia ter feito mais
acabo sempre por ficar
sempre quase
sempre quase
Do blog Starjamming by João Coelho
Dito-dito.
morro por viver
vivo morto
o ar imenso
esqueço ardo
morro por viver
num esmero
de entoação da fala
vivo
ainda por aqui danço
ainda aqui estou por morrer
ainda aqui estou por mirrar
um tubérculo ínfimo
feito das coisas que se permitem
morro por viver
por não saber
o que poderia ter feito mais
acabo sempre por ficar
sempre quase
sempre quase
Do blog Starjamming by João Coelho
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Sonho-te
Sonho-te
Estavas ali deitado a meu lado,
Vi o teu corpo, rodeei-te com os meus braços,
e tu abraçavas-me como sempre sonhei que o fizesses.
Eu desesperada, prendia-te forte e não queria deixar-te partir.
Alguém te puxava de mim, e tu querias fugir, partir dali do meu abraço,
do meu colo sedento de carinho e do teu apoio.
Faz-me tanta falta o teu abraço, o teu consolo.
Tenho saudades dos teus abraços, do calor do teu corpo.
O teu cheiro permanece em mim mas vejo-te sempre partir
e o que resta da força que pressinto dos teus braços,
é muito pouco para saciar o meu desejo.
Tens sempre tanta pressa, tanto cansaço!
Fazes-me falta...pára um pouco, atende ao meu apelo,
e fica calmo junto de mim mais um pouco
olha-me no rosto e depois em silêncio, mesmo sem saber,
toscamente e como desejares, aquece-me nesse abraço quente.
Deixa-te ficar, aperta-me, beija-me, sufoca-me de carinhos
que eu gosto..
Preciso tanto que o faças...
Ama-me como sabes,
que mesmo assim é esse amor que tens que eu desejo tanto!
Mas era tudo um sonho...
Vê se voltas...
Fotos do Google
Mas era tudo um sonho...
Vê se voltas...
Fotos do Google
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Adeus
Adeus
Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
... gastámos as mãos à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.
Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro;
era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.
Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes.
E eu acreditava.
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.
Mas isso era no tempo dos segredos,
era no tempo em que o teu corpo era um aquário,
era no tempo em que os meus olhos
eram realmente peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco, mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.
Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor,
já se não passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.
Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.
Adeus.
Eugénio de Andrade, in “Poesia e Prosa”
Tema(s): Amor Ler outros poemas de Eugénio de Andrade //
Fotos do Google
Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
... gastámos as mãos à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.
Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro;
era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.
Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes.
E eu acreditava.
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.
Mas isso era no tempo dos segredos,
era no tempo em que o teu corpo era um aquário,
era no tempo em que os meus olhos
eram realmente peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco, mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.
Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor,
já se não passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.
Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.
Adeus.
Eugénio de Andrade, in “Poesia e Prosa”
Tema(s): Amor Ler outros poemas de Eugénio de Andrade //
Fotos do Google
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Estou só!
Estou só. Não sei por andam os que me amam, todos fugiram de mim! E não me peçam para não sentir mais do que isto, pois não sou capaz!
Mas eu estou aqui, só que estou só, vazia, cada vez mais só e sem ter nada. No meu pensamento brotam manchas negras que não são as realidades que gostaria de pensar, de sonhar, mas brotam de mim duras e cruéis cada vez com mais intensidade.
Tudo e todos me fogem, é o que sinto. Não tenho mais nada, e o que me resta também irá embora. Mas será que alguma vez tive alguma coisa?
A casa é grande e está maior ainda desde cada dia que passa. Dentro dela sinto-me uma gigante amedrontada de frio, alma gelada, amedrontada de não saber nem entender nada. Estou congelada do medo da solidão, do vazio que sinto à minha volta na minha alma, no coração, nas minhas mãos...
Tiraram-me tudo, dia a dia vão-me levando tudo. Mas tudo o quê se nunca tive nada?
Sinto-me vazia, oca, perdida, sem um apoio afeiçoado para descansar, um colo quente e fofo, umas mãos macias carinhosas, aquelas que tristemente não recordo, mas acalento em mim como uma falta que nestas horas me animaria, no aconchego de um regaço delicado.
Como estou só, e como o lamento!
Despeço-me aos poucos do que imaginei ser meu, mas decerto nunca foi. Perco-me em sonhos, com a ideia de poder ainda viver o que o tempo já consumiu e me roubou, se por um acaso chegou a ser meu.
Nem sei que faça. Se pare ou continue.
Mas parar é morrer para sempre, desaparecer e nunca mais ver os que retenho no coração. O amor que lhes tenho, esse, ninguém mo vai levar nem mesmo a morte.
Mas continuar, é viver num desespero de sossego preocupado e constante, num vazio que eu sinto gelado, sem nada, sem nada nem ninguém com quem falar, estar ou partilhar.
É estar oco, vagueando olhando o céu, sentir a chuva, o sol ou o luar e pensar que bom é viver, mas não ter nada, estar preso áquele lugar e não conseguir sorrir ou sonhar, apenas chorar e querer fugir dali, procurar qualquer coisa algures noutro lugar, mas não ter pernas para fugir e caminhar.
Eu não tenho nada, já não tenho mais nada e não quero isso, mas mesmo sem o desejar, nem saber como fazer para sobreviver, quero viver, quero sentir-me uma vez, mesmo que seja só mais uma vez amada por todos os que amo e se esquecem de mo dizer agora enquanto penso e sinto, agora que estou só e triste e tudo me foge e eu fico sem nada.
Afinal dizer, "eu amo-te" não custa nada!
E eu amo-vos muito, ouviram???? Amar-vos-ei sempre, mesmo para além do tempo do já não ter nem ser nada!!!!
Mas eu estou aqui, só que estou só, vazia, cada vez mais só e sem ter nada. No meu pensamento brotam manchas negras que não são as realidades que gostaria de pensar, de sonhar, mas brotam de mim duras e cruéis cada vez com mais intensidade.
Tudo e todos me fogem, é o que sinto. Não tenho mais nada, e o que me resta também irá embora. Mas será que alguma vez tive alguma coisa?
A casa é grande e está maior ainda desde cada dia que passa. Dentro dela sinto-me uma gigante amedrontada de frio, alma gelada, amedrontada de não saber nem entender nada. Estou congelada do medo da solidão, do vazio que sinto à minha volta na minha alma, no coração, nas minhas mãos...
Tiraram-me tudo, dia a dia vão-me levando tudo. Mas tudo o quê se nunca tive nada?
Sinto-me vazia, oca, perdida, sem um apoio afeiçoado para descansar, um colo quente e fofo, umas mãos macias carinhosas, aquelas que tristemente não recordo, mas acalento em mim como uma falta que nestas horas me animaria, no aconchego de um regaço delicado.
Como estou só, e como o lamento!
Despeço-me aos poucos do que imaginei ser meu, mas decerto nunca foi. Perco-me em sonhos, com a ideia de poder ainda viver o que o tempo já consumiu e me roubou, se por um acaso chegou a ser meu.
Nem sei que faça. Se pare ou continue.
Mas parar é morrer para sempre, desaparecer e nunca mais ver os que retenho no coração. O amor que lhes tenho, esse, ninguém mo vai levar nem mesmo a morte.
Mas continuar, é viver num desespero de sossego preocupado e constante, num vazio que eu sinto gelado, sem nada, sem nada nem ninguém com quem falar, estar ou partilhar.
É estar oco, vagueando olhando o céu, sentir a chuva, o sol ou o luar e pensar que bom é viver, mas não ter nada, estar preso áquele lugar e não conseguir sorrir ou sonhar, apenas chorar e querer fugir dali, procurar qualquer coisa algures noutro lugar, mas não ter pernas para fugir e caminhar.
Eu não tenho nada, já não tenho mais nada e não quero isso, mas mesmo sem o desejar, nem saber como fazer para sobreviver, quero viver, quero sentir-me uma vez, mesmo que seja só mais uma vez amada por todos os que amo e se esquecem de mo dizer agora enquanto penso e sinto, agora que estou só e triste e tudo me foge e eu fico sem nada.
Afinal dizer, "eu amo-te" não custa nada!
E eu amo-vos muito, ouviram???? Amar-vos-ei sempre, mesmo para além do tempo do já não ter nem ser nada!!!!
AMIGOS !
Loucos e Santos
Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.
Oscar Wilde
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
Descobri o " CAMTICA" !
Este Natal muitas coisas diferentes me aconteceram, um amigo meu ficou muito doente, mas para me compensar desta tristeza, a minha filha casou e correu tudo lindamente.
Tive mais dificuldades em adquirir as prendas que desejava oferecer aos meus amigos e familiares, por falta de variadas coisas, mas tantas voltas dei à cabeça que penso ter conseguido satisfazer as minhas necessidades nesse campo, e os ter deixado a todos contentes naquela noite!
Ofereci a cada um algo que os fez sorrir!
Ofereci a cada um algo que os fez sorrir!
Sim neste NATAL, todos ficaram felizes!
E eu também!
E eu também!
Com as tantas buscas que fiz descobri o CAMTICA.
Muito útil para criar videos com toda a facilidade e perfeição, gravar e promover produtos para cliente em diversas áreas.
Criar videos que possam responder a clientes, a dúvidas e outras questões que eventualmente estes possam ter.
E tem tantas outras possibilidades de utilização!
Produz ficheiros em formato standart AVI e WMV.
Produz ficheiros em formato standart AVI e WMV.
EXPERIMENTE-O, mas não deixe de o fazer!
sábado, 24 de dezembro de 2011
NADA, é...o que faço!!!
Tudo o que faço ou medito
Fica sempre na metade.
Querendo, quero o infinito
Fazendo, nada é verdade.
Que nojo de mim me fica
Ao olhar para o que faço!
Minha alma é lucida e rica,
E eu sou um mar de sargaço.
De FERNANDO PESSOA
Fotos do Google
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
NATAL NUNCA SERÁ TODOS OS DIAS!
Festa Máxima! (Mírian Warttusch)
Que o Natal de cada um, seja espetacular!
Que todas as luzes, brilhem intensamente no seu lar!
Que seja a grande tônica: família reunida com amor,
E uma oração ao alto, feita com o maior fervor!
Quando baterem à sua porta, saibam, eu lhes digo,
Serão Maria e José – não lhes neguem um abrigo.
E não esqueçam de uma caminha preparar,
Para Jesus-menino, que à meia-noite irá chegar.
Cantem uma cantiga ao redor do seu bercinho…
Preparem o seu coração para acolher o menininho.
Chuvas de bênçãos, cairão dos céus, como cascata,
Maná divino, chegará em luz, na hora exata,
Em forma de amigos que virão lhes abraçar!
Não faltarão em sua mesa muitas iguarias,
Nem vinhos, nem castanhas e outras especiarias.
E um Deus benevolente, de forma comovida,
Lhes proporcionará, mais este ano,
“comemorar o dom da vida!”
Fotos de Google
Se assim fosse SENHOR, SERIA BOM:)
Obrigada por tudo o que me deste;)
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
O meu amor !!!
Como dizia o poeta
Quem já passou por essa vida e não viveu
Pode ser mais, mas sabe menos do que eu
Porque a vida só se dá pra quem se deu
Pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu
Ah, quem nunca curtiu uma paixão nunca vai ter nada, não
Não há mal pior do que a descrença
Mesmo o amor que não compensa é melhor que a solidão
Abre os teus braços, meu irmão, deixa cair
Pra que somar se a gente pode dividir
Eu francamente já não quero nem saber
De quem não vai porque tem medo de sofrer
Ai de quem não rasga o coração, esse não vai ter perdão
Quem nunca curtiu uma paixão, nunca vai ter nada, não
Pode ser mais, mas sabe menos do que eu
Porque a vida só se dá pra quem se deu
Pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu
Ah, quem nunca curtiu uma paixão nunca vai ter nada, não
Não há mal pior do que a descrença
Mesmo o amor que não compensa é melhor que a solidão
Abre os teus braços, meu irmão, deixa cair
Pra que somar se a gente pode dividir
Eu francamente já não quero nem saber
De quem não vai porque tem medo de sofrer
Ai de quem não rasga o coração, esse não vai ter perdão
Quem nunca curtiu uma paixão, nunca vai ter nada, não
Vinícius de Moraes
Fotos do Google
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
ELES e eu!!
Ao meu lado o gato não pára de miar.
Sei que não lhe dói nada, não tem fome, nem falta de carinho.
Tem a sua mãe mesmo ali ao lado.
Eu sim, tenho falta de muita coisa e não miu, nem sequer sei miar.
Só choro, e lamento não ter quem me escute, quem me entenda,
quem ouça a minha voz sussurar pedindo ajuda.
Hoje não sei fazer nada.
Porque tenho que permanecer aqui, se aqui nada me diz nada?
Aqui já nada é como outrora.
Tudo se foi, e eu nunca fiz nada para não me sentir isolada.
Hoje estou mais sozinha, pois sempre fui só,
mas hoje, esta solidão faz-me doer o corpo, derrear a alma, sentir saudades.
Estou velha e cansada,
Sei vontade de nada.
Nem sede de ver, ouvir, ler ou olhar,
mas ficar sim, sempre estagnada.
Sinto nostalgia dos passos curtos, apressados,
das corridas desenfreadas de quem nunca se cansa,
para quem as horas são dias e os dias são anos.
Das mãos pequenas, macias, suaves, que apertavam as minhas sem medo,
me afagavam o rosto, me puxavam para algures...e eu ia
e brincavam com tudo, mesmo que esse tudo não fosse nada.
Fotos do Google
Por onde ando!
Uma enorme tristeza habita o meu coração,
uma ansiedade imensa percorre todo o meu corpo e mente.
Não sei de todo o que se passa comigo,
o que era vontade sumiu, e fiquei oca, vazia de tudo.
Estou sem forças, sem nada...
Estou despojada de bens, de sentimentos, de quereres e vontades.
Não sei o que pensar.
Queria fugir, sumir daqui.
Mas para onde, se para onde for ninguém me conhece, ou pior ainda,
todos me conhecerão e nada me esconderá,
pois o meu rosto reflecte bem quem sou e ao que vou.
Que poderei fazer para sobreviver nesta terra que pouco a pouco me engole viva,
me estrangula e seca, me transforma num ser inerte.
No que eu havia de dar.
No que me transformei.
No nada ser.
Mas era de prever.
Tudo o que tinha me tiraram, e o que não tinha mas criei dia a dia com esforço e muita luta,
esvai-se por entre os meus dedos, mais fácil que grãos de areia.
Os filhos estão nas suas lutas, a casa fria, agora e mais que nunca, faz-me mirrar.
O companheiro vislumbro-o de quando em vez,
sempre no seu pedestal, que a ele, e ainda bem, lhe assenta como a ninguém.
Eu não teria força, nem coragem, talvez porque não o mereço, para subir tal engenho,
possuir tal graça.
Por onde andam os que amo e sempre amei?
Porque me deixaram só e assim perdida?
Sei que a vida como sempre continuará lentamente a deslizar,
e os dias um após outro, finalmente ditarão o meu final.
Aí estarei mais só, mais seca e mais vazia que nunca,
com a ideia de que nada fiz, e já sem memória de o lembrar.
MAS com a certeza firme,
que para isto a memória ainda que hirta não me faltará,
que apenas amei, amei sempre,
amei muito tudo e todos,
amei tanto,
que quem sabe, o tenha feito muitas vezes em demasia!
Rosa Maria
Fotos do Google
uma ansiedade imensa percorre todo o meu corpo e mente.
Não sei de todo o que se passa comigo,
o que era vontade sumiu, e fiquei oca, vazia de tudo.
Estou sem forças, sem nada...
Estou despojada de bens, de sentimentos, de quereres e vontades.
Não sei o que pensar.
Queria fugir, sumir daqui.
Mas para onde, se para onde for ninguém me conhece, ou pior ainda,
todos me conhecerão e nada me esconderá,
pois o meu rosto reflecte bem quem sou e ao que vou.
Que poderei fazer para sobreviver nesta terra que pouco a pouco me engole viva,
me estrangula e seca, me transforma num ser inerte.
No que eu havia de dar.
No que me transformei.
No nada ser.
Mas era de prever.
Tudo o que tinha me tiraram, e o que não tinha mas criei dia a dia com esforço e muita luta,
esvai-se por entre os meus dedos, mais fácil que grãos de areia.
Os filhos estão nas suas lutas, a casa fria, agora e mais que nunca, faz-me mirrar.
O companheiro vislumbro-o de quando em vez,
sempre no seu pedestal, que a ele, e ainda bem, lhe assenta como a ninguém.
Eu não teria força, nem coragem, talvez porque não o mereço, para subir tal engenho,
possuir tal graça.
Por onde andam os que amo e sempre amei?
Porque me deixaram só e assim perdida?
Sei que a vida como sempre continuará lentamente a deslizar,
e os dias um após outro, finalmente ditarão o meu final.
Aí estarei mais só, mais seca e mais vazia que nunca,
com a ideia de que nada fiz, e já sem memória de o lembrar.
MAS com a certeza firme,
que para isto a memória ainda que hirta não me faltará,
que apenas amei, amei sempre,
amei muito tudo e todos,
amei tanto,
que quem sabe, o tenha feito muitas vezes em demasia!
Rosa Maria
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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Cartas de amor
Todas as Cartas de Amor são Ridículas
Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.
Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.
As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.
Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.
Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.
A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.
(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)
Álvaro de CamposTodas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.
Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.
As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.
Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.
Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.
A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.
(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)
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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
O casamento da NITA
Olhava para si e sabia que não era aquela noite que tinha desejado para a sua noite de núpcias. Resolveu que ninguém o iria saber e devagar depois de ter lavado algumas partes do seu corpo, pois não conseguiu ligar o esquentador e a água estava gelada, encostou-se na cama e lá adormeceu encostada ao marido que dormia profundamente.
Curiosamente nessa noite não sonhou, mas de madrugada sentiu o seu corpo a ser percorrido por umas mãos que lhe eram familiares ao toque, e meio a dormir meio acordado foi correspondendo a cada gesto do seu amado, até que se envolveram num acto de amor lindo e terno como todas as noivas esperam ter numa situação destas.
Assim com alguma facilidade Nita esqueceu a carreira imensa de botões que teve de desabotoas na noite anterior para conseguir despir o seu vestido completamente só. Mas será que o esqueceria para sempre?
A vida de ambos estava só a começar e a partir dali tudo o que fizessem seria da responsabilidade dos dois. Será que estavam preparados para isso?
Passados nove meses, em Outubro nasceu a Beatriz uma menina linda, muito parecida com a mãe, mas durante estes nove meses, muitas cenas indesejáveis tinham acontecido na casa de Nita. Por vezes, alguns pratos e tachos voaram pelo ar indo parar ao chão, amolados, ou feitos em cacos. Carlos continuou muitas vezes a deitar-se sem se despir, pelo facto de chegar a casa embriagado, e Nita apesar de muitas vezes se repetir a cena do dia a seguir ao casamento, deixou de encontrar graça e interesse no estado do marido e no seu comportamento nessas circunstâncias.
Estava cansada das suas atitudes e quando o via chegar a casa trôpego, a trocar as pernas e a não conseguir dizer duas palavras seguidas, discutia e dizia-lhe constantemente que ele tinha de se tratar.
Nesta situação discutiam muito, demais até, e um dia aconteceu, Carlos empurrou e bateu até lhe apetecer na sua mulher. Nita barafustava e tentava proteger o seu bebé, que nesta altura ainda não tinha nascido, mas ficou magoada e sentida de uma forma sem explicação.
Desta vez não diria nada a ninguém mas para a próxima se ele o voltasse a fazer, diria para toda a gente o que ele lhe fazia sempre.
Beatriz entretanto nasceu, uma menina linda e robusta que depressa ficou aos cuidados da avó Fernanda para a mãe conseguir ir trabalhar. Agora ao contrário dos tempos de solteira, Carlos discutia com Nita pela forma audaz e meio exibida como esta se vestia:
- Nem sei porque não te despes mais? Aperta esse decote. Raios, nem sei como consegues andar com essa saia tão justa e esses sapatos tão altos?
- Conheceste-me assim, não foi? Então não sabias que era assim que gosto de me arranjar? Não sei porque refilas agora?
- Ficas indecente e parece que te vais vender a alguém.
- Indecente, eu? Tadinha de mim, sempre com os mesmos trapos. Vai mas é trabalhar que o frigórico não enche se lá não metermos coisas dentro, e deixa de ser bruto, olha a menina.
E muitas vezes a menina já crescidita ouvia tudo. Nesta altura pegava na sua boneca, sentava-se no rebato da porta do corredor escuro que dava para a rua e cantava, cantava cada vez mais alto, para evitar ouvir as vozes dos pais a discutir e muitas vezes o barulho dos cacos da loiça quando esta se espatifava no chão:
“Dorme, dorme meu menino,
que a mãezinha logo vem,
foi ganhar o dinheirinho,
pra dar papinha ao seu bem.”
Esta a cantiga que a avó Fernanda lhe cantava para ela adormecer quando a deitava para as sestas à tarde.
Depois da Nita não suportar mais, contou muitas coisa à mãe, que já sabia muitas coisas porque a menina lhe dizia muitas vezes:
- O pai é mau dá tau-tau na mãe e grita muito. É feio.
Fernanda achava que o melhor era a filha convencer o Carlos a tratar-se do vinho, pois esse andava a dar cabo dele e da família, e a vestir-se de outra maneira pois também reparava que ela se amostrava que parecia querer arranjar homem, mas se já tinha um, tinha que moderar esse seu jeito de sair à rua.
E Nita sabia disto pois continuava a ouvir os piropos do José da mercearia e de outros. E ela gostava disso, pois quando os ouvia o seu andar refinava e ela parecia que crescia em cima dos seus sapatos altos.
Fotos do Google
Curiosamente nessa noite não sonhou, mas de madrugada sentiu o seu corpo a ser percorrido por umas mãos que lhe eram familiares ao toque, e meio a dormir meio acordado foi correspondendo a cada gesto do seu amado, até que se envolveram num acto de amor lindo e terno como todas as noivas esperam ter numa situação destas.
Assim com alguma facilidade Nita esqueceu a carreira imensa de botões que teve de desabotoas na noite anterior para conseguir despir o seu vestido completamente só. Mas será que o esqueceria para sempre?
A vida de ambos estava só a começar e a partir dali tudo o que fizessem seria da responsabilidade dos dois. Será que estavam preparados para isso?
Passados nove meses, em Outubro nasceu a Beatriz uma menina linda, muito parecida com a mãe, mas durante estes nove meses, muitas cenas indesejáveis tinham acontecido na casa de Nita. Por vezes, alguns pratos e tachos voaram pelo ar indo parar ao chão, amolados, ou feitos em cacos. Carlos continuou muitas vezes a deitar-se sem se despir, pelo facto de chegar a casa embriagado, e Nita apesar de muitas vezes se repetir a cena do dia a seguir ao casamento, deixou de encontrar graça e interesse no estado do marido e no seu comportamento nessas circunstâncias.
Estava cansada das suas atitudes e quando o via chegar a casa trôpego, a trocar as pernas e a não conseguir dizer duas palavras seguidas, discutia e dizia-lhe constantemente que ele tinha de se tratar.
Nesta situação discutiam muito, demais até, e um dia aconteceu, Carlos empurrou e bateu até lhe apetecer na sua mulher. Nita barafustava e tentava proteger o seu bebé, que nesta altura ainda não tinha nascido, mas ficou magoada e sentida de uma forma sem explicação.
Desta vez não diria nada a ninguém mas para a próxima se ele o voltasse a fazer, diria para toda a gente o que ele lhe fazia sempre.
Beatriz entretanto nasceu, uma menina linda e robusta que depressa ficou aos cuidados da avó Fernanda para a mãe conseguir ir trabalhar. Agora ao contrário dos tempos de solteira, Carlos discutia com Nita pela forma audaz e meio exibida como esta se vestia:
- Nem sei porque não te despes mais? Aperta esse decote. Raios, nem sei como consegues andar com essa saia tão justa e esses sapatos tão altos?
- Conheceste-me assim, não foi? Então não sabias que era assim que gosto de me arranjar? Não sei porque refilas agora?
- Ficas indecente e parece que te vais vender a alguém.
- Indecente, eu? Tadinha de mim, sempre com os mesmos trapos. Vai mas é trabalhar que o frigórico não enche se lá não metermos coisas dentro, e deixa de ser bruto, olha a menina.
E muitas vezes a menina já crescidita ouvia tudo. Nesta altura pegava na sua boneca, sentava-se no rebato da porta do corredor escuro que dava para a rua e cantava, cantava cada vez mais alto, para evitar ouvir as vozes dos pais a discutir e muitas vezes o barulho dos cacos da loiça quando esta se espatifava no chão:
“Dorme, dorme meu menino,
que a mãezinha logo vem,
foi ganhar o dinheirinho,
pra dar papinha ao seu bem.”
Esta a cantiga que a avó Fernanda lhe cantava para ela adormecer quando a deitava para as sestas à tarde.
Depois da Nita não suportar mais, contou muitas coisa à mãe, que já sabia muitas coisas porque a menina lhe dizia muitas vezes:
- O pai é mau dá tau-tau na mãe e grita muito. É feio.
Fernanda achava que o melhor era a filha convencer o Carlos a tratar-se do vinho, pois esse andava a dar cabo dele e da família, e a vestir-se de outra maneira pois também reparava que ela se amostrava que parecia querer arranjar homem, mas se já tinha um, tinha que moderar esse seu jeito de sair à rua.
E Nita sabia disto pois continuava a ouvir os piropos do José da mercearia e de outros. E ela gostava disso, pois quando os ouvia o seu andar refinava e ela parecia que crescia em cima dos seus sapatos altos.
Fotos do Google
sábado, 3 de dezembro de 2011
Se não estou....
Se estou só, quero não estar, (2-7-1931)
Se estou só, quero não estar,
Se não estou, quero estar só,
Enfim, quero sempre estar
Da maneira que não estou.
Se não estou, quero estar só,
Enfim, quero sempre estar
Da maneira que não estou.
A gente faz o que quer
Daquilo que não é nada,
Mas falha se o não fizer,
Fica perdido na estrada.
FERNANDO PESSOA
fotos Google
Daquilo que não é nada,
Mas falha se o não fizer,
Fica perdido na estrada.
FERNANDO PESSOA
fotos Google
Minha filha MULHER!
Minha boneca doce, filha e menina linda.
O vestido bordado azul às florzinhas,
as golas de renda, os chapelinhos de palha
E a tua alegria constante ao meu lado.
A vida inteira procurei descobrir
De nós duas, qual era a mais criança
Se era eu contigo no meu colo, ou de mãos dadas
buscando a tua confiança
Ou tu no teu jeito engraçado e carinhoso de rir ,
segurando a minha mão onde eu buscava proteção e apoio.
Minha filha, minha amiga amada
Que de ternura, tua face tem tanta.
Que de ternura, tua face tem tanta.
Mistura tão linda de mulher
e de jovem livre e amada
Minha estrela na terra, minha lua, de AMOR, iluminada !
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
VÊ-LA PARTIR DÓI..
Esta será talvez a primeira e a última carta que te escreverei.
Sabes que te amo. Amar-te-ei sempre porque és um pedaço de mim, porque te desejei desde o primeiro segundo que as duas células que por amor se juntaram e multiplicaram até que tu fosses capaz de vir ao mundo, estavam dentro de mim. E tu e eu sabemos que uma dessas células era minha. E ainda dentro de mim amei-te cada dia mais e mais.
Cresceste tanto e tão depressa que quase parece um sonho. Mas ainda recordo bem a tua mão pequena presa à minha, procurando com doçura o caminho certo a seguir fosse o que fosse, quase nunca para pedir, porque te dei sempre o que gostavas e ainda o que tu nunca exigias, mas porque encontravas apoio e aconchego na minha mão maior que a tua que sempre me afagava.
Já mais crescida a tua mão fugiu à minha, já não precisava mais desse conforto e eu que senti a sua falta, mas aceitei o teu desejo. Tinhas crescido e decerto encontraste outra mão por companhia. Sei disso. Ainda bem.
Mas tenho saudades desse teu carinho pequenino. Dos teus olhos ternurentos e meigos, pequeninos e tão lindos procurando o meu apoio constante, o meu amor, o meu abraço e mimo.
Como tenho saudades de ti com os teus lacinhos, com as fitas de cabelo coloridas, das tranças cruzadas que te ficavam tão bem e que eu te fazia com tanto amor e ternura. Muito mais tarde que saudades de te ver sair à noite arranjada no teu estilo tão próprio e acordares já tarde de má cara, porque a noite longa não te deixara dormir o suficiente. Foste sempre rabugenta ao acordar.
Que saudades de tudo que tu eras, só porque eras mais minha, e porque por seres pequenina, te sentavas ao meu colo, me olhavas e ouvias atenta, me apreciavas, e simplesmente, me chamavas simplesmente mãe.
És a minha princesa, a minha rainha. Cresceste e hoje és já uma senhora.
Uma mulher calma, segura, competente, independente, muito sóbria, bonita e valente, uma mulher que me orgulha por seres a minha filha, um amor meu sempre presente.
Mas hoje já não me olhas como antes. Não tens tempo, nem paciência. Eu ocupo-te o tempo que precisas para viver a tua vida. De ti pouco sei, e há muito que as minhas mãos vazias nem sabem mais se as tuas estão quentes ou estão frias´. O que mais desejo é que os teus dedos finos e delicados dessas tuas mãos que já não são minhas, nunca venham na vida que te espera, a estar frias ou vazias.
Minha filha, minha dádiva de Deus, que cada dia me foge mais e mais para todo o sempre, desejo que sejas para sempre eternamente uma rainha.
Hoje já não me és quase nada, pois tens a tua vida, e precisas vivê-la bem diferente e longe da minha, mas sinto tanto a tua falta e tenho tanta nostalgia..., que precisava dizê-lo aqui , e calar-me depois para sempre.
Deixa-me ficar com as minhas saudades até que me habitue e aceite que te perdi, mas deixa que isso aconteça devagarinho, para que me habitue a viver sem sentir tanta esta dor e toda esta melancolia.
Não sou capaz de pensar que não me amas, que não me ligas, que me tratas com indiferença e alguma crueldade, exactamente o contrário do que queria que fizesses, mas digo-te hoje que é isso que muitas vezes sinto, que não me estimas como devias. Nunca mais to direi, pois sei que vais ser feliz, e não precisarás mais de mim, nem do meu carinho diário e atento.
Não te importes comigo pois hei-de sobreviver, mas não te esqueças que o que sinto dói, e que desejo que um dia não venhas nunca a experimentar esta dor que me fazes muitas vezes sentir. Previne-te.
Quem sabe se te amei sempre demais e não soube aprender a ouvir o teu amor. Mas penso que não, pois não o pressinto assim. Parece-me que o teu amor me fugiu, partiu contigo, e tu estás certa que eu aqui fiquei segura e bem.
Mas não fiquei, pensas errado, se é que pensas algo de mim. Eu precisava que me chamasses mais vezes “mãe”, que continuasses a pegar-me de quando em vez na minha mão, me levasses a passear quem sabe para falarmos, sem discutir, somente de futilidades e quem sabe me perguntasses: “ MÃE ESTÁS BEM?”
Que saudades tenho sempre de ti minha filha querida, ontem, hoje e amanhã, para toda a vida, e como te quero bem.
Sinto tanto a tua falta, que o coração me dói que parece rebentar… Mas é a vida e desejo que sejas eternamente feliz, muito mais que alguma vez eu consegui ser.
Serão estas coisas, coisas de mãe, simplesmente, não sei?.
Mas nesta carta fecho o que sinto e espero continuar a viver com o que me resta…, que é pouco, porque me sentirei eternamente mal-amada, mas isso que te importa ou a alguém!
Adoro-te sempre, para além de mim, mesmo depois de um dia partir para algures, de onde nunca mais voltarei a vir até aqui.
A tua mãe que te adora.
Fotos do Google
Sabes que te amo. Amar-te-ei sempre porque és um pedaço de mim, porque te desejei desde o primeiro segundo que as duas células que por amor se juntaram e multiplicaram até que tu fosses capaz de vir ao mundo, estavam dentro de mim. E tu e eu sabemos que uma dessas células era minha. E ainda dentro de mim amei-te cada dia mais e mais.
Cresceste tanto e tão depressa que quase parece um sonho. Mas ainda recordo bem a tua mão pequena presa à minha, procurando com doçura o caminho certo a seguir fosse o que fosse, quase nunca para pedir, porque te dei sempre o que gostavas e ainda o que tu nunca exigias, mas porque encontravas apoio e aconchego na minha mão maior que a tua que sempre me afagava.
Já mais crescida a tua mão fugiu à minha, já não precisava mais desse conforto e eu que senti a sua falta, mas aceitei o teu desejo. Tinhas crescido e decerto encontraste outra mão por companhia. Sei disso. Ainda bem.
Mas tenho saudades desse teu carinho pequenino. Dos teus olhos ternurentos e meigos, pequeninos e tão lindos procurando o meu apoio constante, o meu amor, o meu abraço e mimo.
Como tenho saudades de ti com os teus lacinhos, com as fitas de cabelo coloridas, das tranças cruzadas que te ficavam tão bem e que eu te fazia com tanto amor e ternura. Muito mais tarde que saudades de te ver sair à noite arranjada no teu estilo tão próprio e acordares já tarde de má cara, porque a noite longa não te deixara dormir o suficiente. Foste sempre rabugenta ao acordar.
Que saudades de tudo que tu eras, só porque eras mais minha, e porque por seres pequenina, te sentavas ao meu colo, me olhavas e ouvias atenta, me apreciavas, e simplesmente, me chamavas simplesmente mãe.
És a minha princesa, a minha rainha. Cresceste e hoje és já uma senhora.
Uma mulher calma, segura, competente, independente, muito sóbria, bonita e valente, uma mulher que me orgulha por seres a minha filha, um amor meu sempre presente.
Mas hoje já não me olhas como antes. Não tens tempo, nem paciência. Eu ocupo-te o tempo que precisas para viver a tua vida. De ti pouco sei, e há muito que as minhas mãos vazias nem sabem mais se as tuas estão quentes ou estão frias´. O que mais desejo é que os teus dedos finos e delicados dessas tuas mãos que já não são minhas, nunca venham na vida que te espera, a estar frias ou vazias.
Minha filha, minha dádiva de Deus, que cada dia me foge mais e mais para todo o sempre, desejo que sejas para sempre eternamente uma rainha.
Hoje já não me és quase nada, pois tens a tua vida, e precisas vivê-la bem diferente e longe da minha, mas sinto tanto a tua falta e tenho tanta nostalgia..., que precisava dizê-lo aqui , e calar-me depois para sempre.
Deixa-me ficar com as minhas saudades até que me habitue e aceite que te perdi, mas deixa que isso aconteça devagarinho, para que me habitue a viver sem sentir tanta esta dor e toda esta melancolia.
Não sou capaz de pensar que não me amas, que não me ligas, que me tratas com indiferença e alguma crueldade, exactamente o contrário do que queria que fizesses, mas digo-te hoje que é isso que muitas vezes sinto, que não me estimas como devias. Nunca mais to direi, pois sei que vais ser feliz, e não precisarás mais de mim, nem do meu carinho diário e atento.
Não te importes comigo pois hei-de sobreviver, mas não te esqueças que o que sinto dói, e que desejo que um dia não venhas nunca a experimentar esta dor que me fazes muitas vezes sentir. Previne-te.
Quem sabe se te amei sempre demais e não soube aprender a ouvir o teu amor. Mas penso que não, pois não o pressinto assim. Parece-me que o teu amor me fugiu, partiu contigo, e tu estás certa que eu aqui fiquei segura e bem.
Mas não fiquei, pensas errado, se é que pensas algo de mim. Eu precisava que me chamasses mais vezes “mãe”, que continuasses a pegar-me de quando em vez na minha mão, me levasses a passear quem sabe para falarmos, sem discutir, somente de futilidades e quem sabe me perguntasses: “ MÃE ESTÁS BEM?”
Que saudades tenho sempre de ti minha filha querida, ontem, hoje e amanhã, para toda a vida, e como te quero bem.
Sinto tanto a tua falta, que o coração me dói que parece rebentar… Mas é a vida e desejo que sejas eternamente feliz, muito mais que alguma vez eu consegui ser.
Serão estas coisas, coisas de mãe, simplesmente, não sei?.
Mas nesta carta fecho o que sinto e espero continuar a viver com o que me resta…, que é pouco, porque me sentirei eternamente mal-amada, mas isso que te importa ou a alguém!
Adoro-te sempre, para além de mim, mesmo depois de um dia partir para algures, de onde nunca mais voltarei a vir até aqui.
A tua mãe que te adora.
Fotos do Google
Minha noiva Linda
A minha filha vai casar.
O seu vestido de noiva está comprado e é o mais bonito de os vestidos que todos os que alguma vez vi.
Fica-lhe bem. Melhor que nenhum outro.
Sobre ele, caindo-lhe da cabeça, uma mantilha que acompanha a cauda do vestido em toda a sua extenção, dá-lhe um ar de princesa real.
Na cabeça uma teara simples completa o arranjo junto com a mantilha, tornado o seu rosto mais belo ainda,porque a minha filha é linda.
O seu ramo, o ramo que ela escolheu, é todo de flores maravilhosamente belas, brancas ou de um tom pérola, onde o verde aparece salpicando o ramo no sítio certo dando-lhe o contorno devido e realçano-lhe muito as flores que o compõem, transformam-no naquele que será decerto no dia do seu casamento, o mais bonito ramo de noiva que ela , a minha filha, podia ter escolhido.
O seu ramo em foram de boquet é perfeito.
Hoje escolhemos a decoração para as mesas e para o local da cerimónia, e não tenho dúvida que pela escolha feita, tudo ficará excepcional.
As mesas cobertas de toalhas pretas serão adornadas no centro, por arranjos de flores brancas, iguais às do ramo, salpicados aquém e além por algumas folhas verdes. Esyes simples mas graciosos, colocados sobre espelhos ladeados de velas acesas que darão ao arranjo mais brilho e distinção, transformarão cada mesas num local onde cada convifdado sentirá prazer em permanecer.
A sala vai ficar linda, perfeita, disso tenho a certeza.
Ainda faltam 10 dias, e muita coisa para fazer, mas tudo estará correcto naquele dia.
Confetis, saquinhos com flores, arranjo dos presente paras convidados..., cabelos, maquilhagem, tanta coisa que falta...pormenores que passam pelo arranjo da casa, minha e dela, mas tudo se fará a seu tempo, e o que importa é que os noivos estão felizes.
O bolo, será uma surpresa para todos, por vontade dos noivos.
Os marcadores dos convidados e o placard para os colocar também serão surpresa para todos incluindo eu, mas decerto que tudo estará muito bonito no dia da cerimónia, incluindo o local da mesma que numa próxima ocasião descreverei.
A música, que é o tema do casamento preencherá o dia de alegria e momentos inesqueciveis para os convidados.
Estou ansiosa pela chegada daquele dia ....mas já sinto alguma pena e até nostalgia, pois sei que ele chegará depressa, ao fim...Que parva sou!
É A VIDA, que desta vez me está a dar um belo presente, o casamento da minha princesa, a minha filha, que é e será sempre, a Lua da minha vida, porque me tranquiliza e acalma, me compreende e apoia, e vai com certeza ser muito feliz porque merece.
Agora não quero pensar mais nisto, porque ao mesmo tempo que me alegra também me entristece.
Mas que mãe sou EU?
Serão todas como eu, tristes por perderem o luar que as visitava todos os dias?
Adoro-te minha filha, e desejo que sejas muito feliz , muito mais que eu, muito mais... , e olha que eu também vivi momentos de muita felicidade..um deles quando nasceste...
QUE LINDO QUE FOI ter-te tanto tempo no meu regaço.
MAS se precisares o meu REGAÇO estará sempre aqui para te acolher, como antes quando eras pequenina e te refugiavas nele.
OBRIGADA FILHA, por me dares estes momentos de felicidade.
Fotos do Google
O seu vestido de noiva está comprado e é o mais bonito de os vestidos que todos os que alguma vez vi.
Fica-lhe bem. Melhor que nenhum outro.
Sobre ele, caindo-lhe da cabeça, uma mantilha que acompanha a cauda do vestido em toda a sua extenção, dá-lhe um ar de princesa real.
Na cabeça uma teara simples completa o arranjo junto com a mantilha, tornado o seu rosto mais belo ainda,porque a minha filha é linda.
O seu ramo, o ramo que ela escolheu, é todo de flores maravilhosamente belas, brancas ou de um tom pérola, onde o verde aparece salpicando o ramo no sítio certo dando-lhe o contorno devido e realçano-lhe muito as flores que o compõem, transformam-no naquele que será decerto no dia do seu casamento, o mais bonito ramo de noiva que ela , a minha filha, podia ter escolhido.
O seu ramo em foram de boquet é perfeito.
Hoje escolhemos a decoração para as mesas e para o local da cerimónia, e não tenho dúvida que pela escolha feita, tudo ficará excepcional.
As mesas cobertas de toalhas pretas serão adornadas no centro, por arranjos de flores brancas, iguais às do ramo, salpicados aquém e além por algumas folhas verdes. Esyes simples mas graciosos, colocados sobre espelhos ladeados de velas acesas que darão ao arranjo mais brilho e distinção, transformarão cada mesas num local onde cada convifdado sentirá prazer em permanecer.
A sala vai ficar linda, perfeita, disso tenho a certeza.
Ainda faltam 10 dias, e muita coisa para fazer, mas tudo estará correcto naquele dia.
Confetis, saquinhos com flores, arranjo dos presente paras convidados..., cabelos, maquilhagem, tanta coisa que falta...pormenores que passam pelo arranjo da casa, minha e dela, mas tudo se fará a seu tempo, e o que importa é que os noivos estão felizes.
O bolo, será uma surpresa para todos, por vontade dos noivos.Os marcadores dos convidados e o placard para os colocar também serão surpresa para todos incluindo eu, mas decerto que tudo estará muito bonito no dia da cerimónia, incluindo o local da mesma que numa próxima ocasião descreverei.
A música, que é o tema do casamento preencherá o dia de alegria e momentos inesqueciveis para os convidados.
Estou ansiosa pela chegada daquele dia ....mas já sinto alguma pena e até nostalgia, pois sei que ele chegará depressa, ao fim...Que parva sou!
É A VIDA, que desta vez me está a dar um belo presente, o casamento da minha princesa, a minha filha, que é e será sempre, a Lua da minha vida, porque me tranquiliza e acalma, me compreende e apoia, e vai com certeza ser muito feliz porque merece.
Agora não quero pensar mais nisto, porque ao mesmo tempo que me alegra também me entristece.
Mas que mãe sou EU?
Serão todas como eu, tristes por perderem o luar que as visitava todos os dias?
Adoro-te minha filha, e desejo que sejas muito feliz , muito mais que eu, muito mais... , e olha que eu também vivi momentos de muita felicidade..um deles quando nasceste...
QUE LINDO QUE FOI ter-te tanto tempo no meu regaço.
MAS se precisares o meu REGAÇO estará sempre aqui para te acolher, como antes quando eras pequenina e te refugiavas nele.
OBRIGADA FILHA, por me dares estes momentos de felicidade.
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