segunda-feira, 4 de julho de 2011

As coisas transitórias






As Coisas TransitóriasIrmão, 
nada é eterno, nada sobrevive. 
Recorda isto, e alegra-te. 

A nossa vida 
não é só a carga dos anos. 
A nossa vereda 
não é só o caminho interminável. 
Nenhum poeta tem o dever 
de cantar a antiga canção. 
A flor murcha e morre; 
mas aquele que a leva 
não deve chorá-la sempre... 
Irmão, recorda isto, e alegra-te. 

Chegará um silêncio absoluto, 
e, então, a música será perfeita. 
A vida inclinar-se-á ao poente 
para afogar-se em sombras doiradas. 
O amor há-de ser chamado do seu jogo 
para beber o sofrimento 
e subir ao céu das lágrimas ... 
Irmão, recorda isto, e alegra-te. 

Apanhemos, no ar, as nossas flores, 
não no-las arrebate o vento que passa. 
Arde-nos o sangue e brilham nossos olhos 
roubando beijos que murchariam 
se os esquecêssemos. 

É ânsia a nossa vida 
e força o nosso desejo, 
porque o tempo toca a finados. 
Irmão, recorda isto, e alegra-te. 

Não podemos, num momento, abraçar as coisas, 
parti-las e atirá-las ao chão. 
Passam rápidas as horas, 
com os sonhos debaixo do manto. 
A vida, infindável para o trabalho 
e para o fastio, 
dá-nos apenas um dia para o amor. 
Irmão, recorda isto, e alegra-te. 

Sabe-nos bem a beleza 
porque a sua dança volúvel 
é o ritmo das nossas vidas. 
Gostamos da sabedoria 
porque não temos sempre de a acabar. 
No eterno tudo está feito e concluído, 
mas as flores da ilusão terrena 
são eternamente frescas, 
por causa da morte. 
Irmão, recorda isto, e alegra-te. 

Rabindranath Tagore, in "O Coração da Primavera" 
Tradução de Manuel Simões

Tema(s): Vida Ler outros poemas de Rabindranath Tagore 



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domingo, 3 de julho de 2011

Perder um grande amor.

Perder um grande amor é como perder um pouco de nós mesmos, e ficarmos à deriva sem como um reles barco sem cais  .... sem encontrar uma ajuda, sem avistar uma ilha, perdida num oceano infindo sem ter bóia ou sequer um tronco pequeno, algo onde se pudesse agarrar, uma orientação, uma luz, um barqueiro que ajudasse e ensinasse a navegar, acostar, e mais tarde, talvez quem sabe descansar.


Na sua existência no mundo, perder o seu amor, aquele que era o seu amor verdadeiro, o seu melhor e maior amigo, o seu companheiro, significava para Helena ter que voltar a nascer, reaprender a viver, e ela não conseguia imaginar como seria possível. Sabia que nada nunca mais seria como até ali, mas ainda não acreditava no que sentia como verdadeiro. José Carlos não podia ter tido um acidente tão grave, não podia ser verdade, mas de facto essa era a realidade.

Era preciso resistir, reaprender tudo de novo, reconstruir uma nova vida. Era necessário sobreviver de alguma forma, mas como havia ela de renascer novamente. Não podia vegetar, dar-se por vencida, pois tinha os filhos, mas estava desalentada, sem forças, vazia, como se lhe tivessem cortado as pernas e os braços, e a força que a fazia andar na vida.

Helena estava mutilada, e as suas perspectivas de vida naquela altura só lhe mostravam muita tristeza, sofrimento e dor. Não sabia como olhar o horizonte e voltar a ver como é sublime o nascer do sol, e á noite como é grandioso e belo o brilho do luar sobre o mar tranquilo, dar valor às mínimas coisas como sempre fizera com o Zé.

Perder o seu amor para todo o sempre, daquela forma violenta e brutal, pode acontecer numa ocasião a qualquer um, mas Helena não estava preparada para viver aquela situação, como nunca ninguém está. Nunca mais ouvir o seu amor dizer o seu nome, deixar de escutar a sua voz, nunca mais tocar a sua pele, ou ele, a dela, deixar de sentir fisicamente a sua presença ao seu lado, deixar de sentir o seu cheiro, a sua presença, o seu silêncio, os seus berros e ralhos, as suas gargalhadas, senti-lo adormecer, e milhares de tantas coisas que não conseguia recordar, mas que Helena sabia que tinham terminado, faziam-na sofrer como nunca imaginara ser possível.

Ficaria para sempre a lembrança dos sentidos do José nos seus, e na sua mente a sensação de que sentiria ainda e para sempre o cheiro e a presença do seu amor ausente. Tudo isso parecia uma cruel e muito dura realidade, tudo isso lhe doía muito fundo no seu coração, tanto que nem parecia ser verdade ao pensar, mas era a única forma de tentar resistir e superar não por ela pelos filhos, e por Maria Luísa que estava mal e precisava mais ainda dela, naquela altura.

Tudo isto era muito triste, cruel, mas verdadeiro.

Na sua pele a lembrança distante do seu toque, preso num fino véu de seda a sobrevoar eternamente a sua mente, como se um vento ténue pairasse sobre ela perpetuamente, mas cada vez tão mais distante, que de vez em quando não conseguiria evitar que a saudade fizesse libertar dos seus olhos, lágrimas de saudades profundas do vivido, cada vez mais distantes no tempo, mas sempre eternamente presentes. E teria que ser assim que Helena havia de sobreviver, de lembranças, com muita saudade do seu amor perdido, sem um adeus sequer.

E à cabeça de Helena apareceram imensas recordações, memórias de instantes vividos com o marido, com os filhos, com os amigos. Todas elas ficariam guardadas no seu corações como uma relíquia, amor único, numa caixinha de onde nunca mais sairiam, por mais que o mundo desse voltas.

E Helena falava alto e repetia como se estivesse a dizê-lo para ter a certeza que o José Carlos ouviria:

“- Os nossos filhos, o nosso amor, os nossos beijos e abraços, o nosso quarto, a nossa sala, a nossa casa, a tua mãe, os baptizados, as comunhões, a escola dos nossos filhos, as compras para a casa, os nossos amigos, o teu trabalho, o meu trabalho, os nossos cães, o meu bem-querer igual ao teu, os nossos telefonemas, a nossa família, a minha terra e a minha família, os nossos almoços fora com os amigos com a família, os Natais, as Páscoas, as festas da aldeia, os nossos serões, as nossas idas à praia, os nossos passeios a dois, as nossas férias, os piqueniques com os filhos, as nossas arrelias, as nossas tardes de domingo, as nossas discussões, os nossos encontros e desencontros, o estarmos sós, o acordarmos juntos, tudo o que vivemos juntos, e tudo o que ainda vou viver cada dia a pensar em ti, contigo a meu lado, porque te amo sempre, meu companheiro, minha força, meu amor, meu amigo. Obrigada, meu amor, um até já eterno”.

E Helena dizia tudo isto chorando compulsivamente, num choro ininterrupto e difícil de suster, sozinha no seu quarto. Os filhos já estavam a descansar e a família que ficara a fazer-lhe companhia, estava reunida na sala a descansar no sofá, lastimando-se continuamente.

Ela, sem conseguir dar descanso à sua cabeça, desejava que a manhã chegasse depressa, pois tinha que resolver o grande problema de dar sangue a Maria Luísa, sabendo muito bem que só por acaso teria o mesmo tipo de sangue dela. Estava tão angustiada que ainda nem medira a profundidade deste problema. A angústia de perder o seu companheiro de todos os momentos deixara-a atordoada, perdida a divagar em sonhos passados e fizera-a quase esquecer que realmente Maria Luísa não era sua filha biológica. Há muito que não pensava no passado e muito menos em Justina, que o pai de Maria Luísa por opção de JOSÉ Carlos e dela, nunca o tinham procurado


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quinta-feira, 30 de junho de 2011

..O acordar!


Acordei de novo a chorar!
Vejo tantas coisas nos meus sonhos, que tenho medo de tudo o que vejo.
Vi-o sentado, de fato e gravata, bem arranjado,
vestido como naquele dia que foi o ultimo em que o vi.
E sorria, mas não sei o que dizia ou se me pedia algo.
Não sei o que me queria, sentado, vestido daquele jeito,
 sorria bem disposto, e isso afligiu-me.
Mas podem os mortos sorrir?
E se for um chamamento, um pedido, e eu aqui sem o entender,
e o outro sossegado a meu lado?
   
E no outro dia,
um pouco antes deste,
porque sonhos tenho muitos,
sonhei com o outro, aquele que me acompanha todos os dias,
me apoia e aquece a alma,
me é tudo,  e por vezes nada, nada de nada,
porque me angustia, me quer de forma errada,
 me rasga a alma, me faz sentir fome, medo e dor.
Mas me ama também , me dá  a força que tenho,
me ergue do chão e levanta os resto que eu sou.
 Aquele que amo, estimo, e me apoia, 
me ama daquele jeito que é seu,
me estima e quero comigo sempre.

Vi-o sentado, ferido e magoado.
Vi-o sangrando por todo o lado.
Vi-o de braço ao peito, diferente de hoje, com o rosto de outrora.
Mas vi-o com sangue por todo o corpo,
e sentado, como o outro, sorria-me de lado.

Que quer isto dizer?
Quero este vivo, comigo, hoje, sempre, agora...
Quero-o para toda a vida.
Comigo ao lado, bem perto, todos os dias,
como ontem e hoje ao acordar de madrugada.

Meu Deus, não deixes que me abandone, se vá, parta, me deixe.
Se o fizer,
diz-lhe que me leve com ele, 
porque sozinha não sei viver,
sem ele, não sei estar!
Não sei porque sonho tanto e choro ao acordar?
Será que alguém me pode explicar?


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terça-feira, 28 de junho de 2011

A vida dá voltas..

Era a primeira vez que Maria Luísa chegava a casa e não comentava com a mãe alguma coisa sobre o que lhe tinha acontecido em casa do amigo. Não era fácil, nem possível para ela, dizer a Helena, que a mãe do amigo os tinha encontrado fechados numa sala, em pleno beijo amoroso.


Ela não era infiel ao Pedro, nunca fora, nem pretendia ser. Não sabia muito bem como se deixara envolver daquela forma com o Mané, mas ele era tão possuidor e nunca desistia do que queria, tal como ela, e naquele momento deve ter desejado tanto aquele beijo e com tanta intensidade que a levou com ele a esquecerem-se que ambos eram comprometidos.

Gostava dele como amigo, sentia-se bem e muito confortável junto dele, em todas as conversas e convívios que partilhavam. Apreciava a forma como ele falava, concordava com as suas ideias, a sua forma de encarar a vida, mas daí a envolver-se amorosamente com ele, ia uma grande distância. O que acontecera entre ambos fora um simples gesto impensado, com certeza descomedido, exagerado, mas sem consequências e que não voltaria a ocorrer, pois essa não era a sua firme vontade. Além disso, não queria que Pedro sonhasse sequer, com o que tinha acontecido entre ela e o amigo, porque o amava e era com ele que era queria estar numa relação de amor, portanto quanto menos falasse daquilo melhor.

Mas Helena, que conhecia muito bem a filha que tinha notou-a naquele fim de dia um pouco estranha, e como não conseguiu saber nada que ela lhe contasse de extraordinário, confiou que o que se passava era algo relacionada com as aulas e a adaptação ao novo tipo de exames e avaliações na universidade.

Em casa, Helena estava feliz no seu casamento com o José Carlos. Amavam-se, compreendiam-se e tinham uma vida que não sendo absolutamente de luxo nem riqueza, era o suficiente e essencial para se sentirem realizados e felizes, pois nada lhes faltava. Há muito que Helena estava convencida e tinha convencido a família, que a sua vinda para Lisboa na juventude, fora uma grande opção que tomara na vida.

O pior tinha passado e estava esquecido, e com os dois filhos que tivera do seu casamento, completara a sua união perfeita com o Zé e consolidara fortemente o seu amor e o seu casamento. Era uma mulher feliz, também porque no trabalho era estimada e tinha ascendido na carreira profissional. Ali, nada se fazia sem passar por ela, pois ela sabia sempre onde estava tudo e como resolver tudo de que era responsável.

Helena era uma mulher feliz, completa, forte e resoluta e vencera todas as dificuldades que a vida lhe colocara pela frente.

     
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segunda-feira, 27 de junho de 2011

Ontem..., hoje..., amanhã!

   Nunca irei esquecer esta verdade,
   que uma senhora um dia me disse,
    pelo conteudo, porque me disse naquele instante, tudo o que sinto cada dia que vivo.

   "Há momentos, que se fossem horas,
     não conseguiriamos resistir"

  Se eu pudesse pintava tudo de verde,
  porque gosto de campos verdes e cheios de girassóis.
  O mar estaria sempre azul e calmo,
  e na praia a aragem havia de soprar de forma doce no rosto.
 
  ..e todas as coisas que gosto, queria fazê-las sem pressas,
  com muito amor e todo o sabor. 
  
  No Inverno, no ar, sempre o cheiro de castanhas assadas.
  Em casa a lareira acesa,
 sentindo o calor do aconchego e "todos" presentes.
  Na alma a tranquilidade de envelhecer cada dia, sem medo de nada.



  E sempre, sempre,  mas sempre,
 tu ali, ou em qualquer lado, mas sempre  a meu lado.



  Há dias, a maior parte dos dias, eu não queria mais nada.






sexta-feira, 24 de junho de 2011

...A vida corre!

                                        It´s a outlier!


Uma outra qualidade de existência.


assim parece que se faz


há já muito no tempo




a vida corre


no ralo escorre


mais um instituto


tão pouco conhecido




quem lá está é que sabe


de olhos um tanto turvos


como mostrar os andaimes


a força da obra pública


independente e circunscrita




não vou dizer uma terra nova


junto deste translado


espero apenas


inocente


que, nos seus modos de juro em trânsito,


a dita obra


não me caia em cima


quando posta em lugar de funcionamento






 ´                                                 Publicada por starjammers


                                                   De: JOÃO VASCO COELHO

sexta-feira, 17 de junho de 2011

...sem obediência.

 
                                    
                               Cinco sílabas sem obediência.




esse onde 
em que se pretenderia
obra em verso não medido


foi aí que julguei perceber uma intensidade


no então
fresco
jardim de lírios
e umas quantas árvores reais


os porteiros
encostavam as portas
com um cuidado próprio
da renascença


foi quando saíste


não houve ninguém que sorrisse

 De.: João Vasco Coelho



Foto da Google

...Provavelmernte há uma falta

Estavas tu toda topázio


era notório
o entendimento do acerto
do que contigo trazias


um acrescento de fogo
ias dizendo


longe da visão unívoca
da história antiga


fazias a digestão ainda à mesa
procurando um modo de definição
de uma redenção isenta de verduras,


um consolo fugaz, talvez,
prova bastante de simpatia


deles,
os destinos


tantos
eram
os
que ali passavam


a infância primeira me disseste -
é preciso compreender a vida que nos falta,
fazer melhor as perguntas sobre o que nos interessa,
ter uma vaga ideia do que certas coisas implicam.


Sim - disse, compreendia o acerto que enunciavas,
é difícil tolerar as infidelidades do meio,
e esforcei-me, penso, na resposta à missiva,
ao sair por motivos apensos a coisas minhas.




Posso dizê-lo com a justeza que a distância oferece,
longe agora o azul de mil novecentos e noventa e dois,
fazias a digestão ainda à mesa,
compreendi o acerto que enunciavas - faltava-me a vida para melhor elaborar
as perguntas sobre o que mais te interessava,
não tinha ideia do implicado pelo manuseio de algumas vagas coisas minhas.


                                                                 De . João Vasco Coelho

quinta-feira, 16 de junho de 2011

...sem obediência.

   
                                    
                               Cinco sílabas sem obediência.


esse onde 
em que se pretenderia
obra em verso não medido

foi aí que julguei perceber uma intensidade

no então
fresco
jardim de lírios
e umas quantas árvores reais

os porteiros
encostavam as portas
com um cuidado próprio
da renascença

foi quando saíste

não houve ninguém que sorrisse

 De.: João Vasco Coelho



Foto da Google

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Amigos


Ter amigos é como viver a dobrar cada instante,
mas os meus fugiram, não sei onde estão,
se existem ou não.
Amigos a quem tudo se diz, em quem se confia,
que tudo fazem por nós,
que choram, riem, confiam, choram tristes  ou são felizes 
porquem sentem connosco a vida.
Desses que se entregam plenamente, tudo entendem e estão sempre presentes,
 penso que nunca os tive.


Será que existe um amigo assim?
Não sei nem me interessa, mas queria um destes 
 verdadeiro, puro e honesto a tempo inteiro, só para mim.
 

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segunda-feira, 13 de junho de 2011

Dia de Santo António


E hoje que é  dia de SANTO ANTÓNIO, que ele esteja comigo e com quem precisar da sua ajuda, e faça com que a minha prece se realize ;) *

ESTA É A MAIS PURA VERDADE

Que Santo António conserve os meus amigos e me livre dos inimigos!

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A Felicidade

 Se eu conhecesse a felicidade, aquela que todos procuram,
 convidava-a para um chá, sem a querer demorar.


 Queria  conversar com ela, conhecê-la, saber quem é de verdade...
 Foge-me sempre que a vejo, escapa-se-me por entre os dedos sempre que a consigo agarrar.


 Desculpa-se com  falta de tempo e visita-me só de repente ao passar....
 Quando entra, nem sequer se quer sentar,
 e mal me dá os bons dias voa, desparece, talvez para outro lugar.




Mas gosto do cheiro que deixa, da brisa com que me presenteia, e dos sorrisos que me faz dar.


Do prazer que sinto ao vê-la, mesmo que seja ao longe num lançar de olhos, num simples pestanejar.


 Sinto que me faz falta vê-la, de qundo em vez, mesmo que seja mais a sair, que a entrar..


 Sentir o seu abraço quente e forte, e quieta eu, deixar-me  assim ficar.


 Mesmo que o chá esfriasse, por não ter tempo de sobra, para me ouvir, para me escutar...


 Gostava de poder vê-la entrar em mim, sentar-se com calma e ali  ficar, comigo, só  comigo um pouco a   conversar.
.....Tinha tanto que lhe perguntar.


 Mas ela não gosta de chá, e desconfio que nunca pode parar.


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sábado, 11 de junho de 2011

O amor é lindo

           

                                              Cada segundo conta por si,
                                               vamos vivê-los intensamente com AMOR ....,
                                               e ser FELIZES!
                             
       


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